6 de março. É esse o dia em que retorna a Fórmula 1 com 24 corridas e muito se tem escrito sobre o tema. Carros mais leves e ágeis, fim do DRS, motores híbridos… muito se tem escrito sobre isto, mas também muito se tem falado da Mercedes como uma das favoritas. Acontece todos os anos. Um conjunto de fatores (que verá em seguida) fazem com que algumas equipes assumam o protagonismo. Umas vezes acerta-se. Outras não.
Para este ano, o foco vai para George Russel (principalmente) e Antonelli, dupla que foi confirmada no final do ano passado. Têm dado muito boas indicações nos testes, sobretudo no mais recente em Barcelona e isso é um dos fatores que está a pesar, mas há mais fatores, nomeadamente as odds de algumas casas de apostas. Continue a ler para descobrir tudo.
Casas de apostas refletem o entusiasmo antecipado
A leitura do mercado acompanha essa narrativa. Nas principais plataformas internacionais, Mercedes surge no topo das projeções para o campeonato de construtores de 2026. Na BetMGM, por exemplo, Mercedes e McLaren partilham favoritismo a +150, à frente de Red Bull-Ford (+300) e Ferrari (+600).
Entre os pilotos, George Russell aparece como principal candidato ao título, com odds entre +200 e +250, o que corresponde a uma probabilidade implícita de 27% a 32%. Em várias casas, surge empatado ou ligeiramente à frente de Max Verstappen, que recentemente teve problemas de saúde, cotado entre +240 e +300. Já Kimi Antonelli surge numa segunda linha, com odds de +900 a +1300, refletindo um cenário de alto potencial, mas ainda com risco.
Estas avaliações ganham ainda mais relevo quando comparadas com 2025, temporada em que a Mercedes venceu apenas duas corridas, ambas com Russell, no Canadá e em Singapura, contra 14 triunfos da McLaren. O favoritismo atual não se baseia em resultados recentes, mas sim na expectativa de adaptação superior ao novo regulamento.
Para apostadores que acompanham tendências de longo prazo, este tipo de contexto é precisamente o que diferencia apostas informadas de palpites ocasionais, sobretudo quando analisado em conjunto com dados técnicos e históricos disponíveis nos melhores sites de apostas esportivas em 2026.
Um passado que pesa nas avaliações atuais
Sempre que o regulamento muda de forma estrutural, a Mercedes tende a sair na frente. O exemplo mais marcante remonta a 2014, quando a introdução dos motores V6 híbridos redefiniu a Fórmula 1. Naquele ano, a equipe venceu 16 das 19 corridas, conquistou ambos os títulos com margem histórica e deu início a uma sequência de oito campeonatos consecutivos de construtores.
Mesmo quando o domínio parecia ameaçado, a resposta foi imediata. Em 2017, alterações aerodinâmicas profundas aumentaram carga e desgaste de pneus, mas a Mercedes voltou a adaptar-se mais rápido do que Ferrari e Red Bull, defendendo o título numa era já muito mais competitiva.
Esse legado não se limita à equipa oficial. A Power Unit Mercedes esteve presente em 10 dos últimos 12 títulos de construtores, incluindo os campeonatos conquistados pela McLaren em 2024 e 2025, reforçando a reputação de excelência no desenvolvimento de motores híbridos. Num regulamento que volta a colocar a unidade de potência no centro do desempenho, essa vantagem estrutural volta a ganhar peso.
Barcelona ofereceu mais do que boas sensações
Os primeiros sinais concretos surgiram no shakedown privado realizado em Barcelona, encerrado em 29 de janeiro. Durante quatro dias, a Mercedes acumulou cerca de 500 voltas, uma quilometragem superior à maioria dos rivais diretos, focados sobretudo em validações aerodinâmicas básicas.
Nos tempos de referência, o desempenho também chamou atenção. Kimi Antonelli foi o mais rápido no Dia 2, enquanto George Russell liderou a tabela no Dia 4. Mais relevante do que os tempos isolados foi a consistência: a equipe completou 334 voltas apenas nos dois primeiros dias, cumprindo todos os objetivos de confiabilidade sem interrupções significativas.
Enquanto Ferrari e McLaren também maximizaram tempo de pista, fontes do paddock indicam que a Mercedes explorou soluções avançadas ao nível da razão de compressão dos cilindros, área crítica no novo regulamento e potencial fonte de ganhos de eficiência. Embora nada esteja confirmado oficialmente, a perceção geral é de que a equipe chegou aos testes do Bahrein com uma base mais madura do que a concorrência.
Russell pronto, Antonelli em ascensão
No plano humano, a Mercedes chega bem equipada. Russell, responsável por cinco das sete vitórias da equipa entre 2022 e 2025, entra na nova era aos 27 anos, no auge da maturidade competitiva. Terminou 2025 em quarto lugar no campeonato e lidera várias projeções para a pole position na Austrália, com odds na ordem dos +300.
Ao seu lado, Antonelli representa o futuro. Com apenas 19 anos, o italiano impressionou na temporada de estreia ao conquistar pole position no Brasil e três pódios (Brasil, Las Vegas e outro em sprint), mostrando adaptação rápida a contextos de alta pressão. A combinação de experiência e juventude reforça a leitura de continuidade estratégica dentro da equipe.
