O ex-chefe da Haas, Guenther Steiner, avaliou que o ambiente interno da McLaren está longe de ser tranquilo antes do GP de Abu Dhabi, que vai definir o campeão da temporada 2025 da Fórmula 1. Segundo ele, integrantes da equipe estariam “infelizes”, mas evitam se manifestar por receio de confrontar a “cultura” estabelecida no time.
A McLaren chega à etapa final com Lando Norris e Oscar Piastri ainda na disputa pelo campeonato, embora a pressão de Max Verstappen tenha aumentado de forma significativa. Norris inicia o fim de semana com apenas 12 pontos de vantagem sobre o holandês, enquanto Piastri aparece quatro pontos atrás do tetracampeão da Red Bull.
O cenário se agravou após o GP do Catar, quando Verstappen venceu depois de um erro estratégico da McLaren. O deslize veio logo depois de outra turbulência: a dupla da equipe de Woking foi desclassificada no GP de Las Vegas. Para Steiner, esses episódios alimentam um crescente desconforto interno. Ele acredita que a situação pode explodir caso o título escape.

Em entrevista ao podcast Red Flags, o dirigente afirmou: “Eu acho que todos estão infelizes, mas ninguém expressa isso, porque é uma cultura. Quantas chances você tem de ganhar um campeonato mundial? E eles ainda podem ganhar. Acho que eles ainda estão na melhor posição para vencer, obviamente, matematicamente, ainda têm o melhor carro.”
Mesmo assim, ele vê a equipe caminhando no limite: “Eles ainda podem vencer, mas colocam tudo à prova o tempo todo. É isso que você quer fazer? Não realmente. E se eles perderem, não acho que dá para conter essa situação.”
A McLaren foi muito criticada pela postura adotada ao longo do ano, com um pensamento exclusivo na equipe. A meta era manter uma relação saudável e equilibrada entre os dois pilotos. Porém, situações em pista tornaram difícil para o time manejar seus dois competidores.
