Robert Kubica afirmou que sua “boa história” não influenciará a decisão da Williams em contratá-lo para ser companheiro de Lance Stroll em 2018.
Kubica competiu na Fórmula 1 de 2006 até 2010, mas um grave acidente de rally no início de 2011 deixou-o incapaz de continuar no esporte, tendo sofrido ferimentos graves em seu braço direito.
O polonês reconstruiu sua carreira, conquistando o título do WRC2 de 2013 e operando sua própria equipe em 2014 até o início de 2016, concorrendo no WRC.
Kubica voltou seu foco novamente para os circuitos, participando das 12 Horas de Mugello, uma etapa da Renault Sport Trophy, e pretendia correr no WEC.
Ele já havia explorada a possibilidade de retornar à Fórmula 1, realizando seis testes, os últimos três com a Williams, mais recentemente em Abu Dhabi na semana passada, com um Fw40 2017 do time.
Embora ciente de que sua situação atual atrai atenção generalizada – e consequentemente publicidade – Kubica insiste que não é um aspecto que influenciará a decisão da Williams.
“Muitas coisas foram escritas e faladas ultimamente, acho que é um pouco normal, pois existem muitos pontos de interrogação e todos têm sua opinião própria”, explicou Kubica.
“Eu acho que há muitas pessoas (que estão) desejando, ou gostariam de ‘me ver pelas costas’ por causa da história.
“No final, a história é boa, mas não há ‘descontos’ pela história, no final, eu tenho que me certificar de estar pronto se tiver a chance e estar preparado tanto quanto eu possa, se algo acontecer.
“Agradeço porque acho que há muita esperança, há um grande desejo das pessoas.
“Mas, no final, eu sei da realidade, e a realidade é assim: uma vez que estiver no carro, não haverá mais ‘história’, sou eu e o carro, com a equipe e todo trabalho que precisa ser feito”.
Kubica, brincou dizendo “você está falando com o cara que tem dificuldade em ser feliz, mesmo que termine no pódio”, enfatizou dizendo ter certeza de que competirá em alto nível.
“Com certeza, todos os dias (em um carro de Fórmula 1″ estão me dando muita confiança de que as coisas podem funcionar mutio bem”, disse ele.
“E para o meu padrão, muito bem, significa que tem que ser em alto nível.
“Se eu voltar, não estou aqui para fazer número, tenho que me certificar, embora eu tenha sete anos de déficit com minhas limitações, que poderei oferecer meu melhor esforço e ser o melhor Robert Kubica que eu conheço.
“A F1 é um mundo especial, mas uma vez que você está com o capacete, tudo desaparece, então você tem que estar em posição de executar”.
