Jornalistas da Fórmula 1 se pronunciaram sobre o episódio envolvendo Max Verstappen e o profissional do jornal britânico The Guardian. O grupo pediu que a FIA ‘abra um diálogo’ com equipes e a imprensa no que parece ser uma deterioração entre ambas as partes após o GP do Japão.
Em Suzuka, o titular da Red Bull pediu a expulsão de Giles Richards de uma coletiva na hospitalidade da equipe ainda na quinta-feira. O motivo foi por conta de uma pergunta feita ainda em Abu Dhabi 2025, quando o jornalista questionou se o piloto se arrependia da batida com George Russell na Espanha pela perda do título por apenas dois títulos – o profissional saiu para a sessão começar.
O holandês explicou que não quis o britânico ali porque sentiu que na época em que a questão foi posta na coletiva, o jornalista debochou do competidor. Desde então, Richards tem recebido ódio online e outros colegas de profissão estão o defendendo.
O Conselho Consultivo de Mídia da F1, que conta com inúmeros jornalistas bastante experientes da categoria, organizou um debate com a FIA durante o final de semana no Japão sobre toda a situação. Agora, entende-se que a entidade máxima irá tratar do assunto com a Red Bull.

Ainda, de maneira paralela, a Associação Italiana de Jornalistas Automotivos [UIGA], emitiu um comunicado expressando uma ‘enorme preocupação’ com o episódio acontecido em Suzuka.
“Abusos verbais e um clima de hostilidade direcionados a jornalistas e fotógrafos são inaceitáveis e violam os princípios fundamentais do respeito profissional e da liberdade de imprensa. Os depoimentos dos presentes desafiam algumas das narrativas mais difundidas, que correm o risco de prejudicar a reputação profissional dos jornalistas”, começou o comunicado.
“Ao mesmo tempo, as tensões entre pilotos e fotógrafos podem levar a medidas cada vez mais restritivas que afetam desproporcionalmente o trabalho da imprensa. O respeito mútuo é essencial, mas não deve limitar o direito da mídia de reportar livre e independentemente. A UIGA, portanto, apela à FIA para que abra um diálogo com todas as partes envolvidas – desde representantes da mídia até equipes – para evitar qualquer deterioração adicional nas condições de trabalho e no acesso à informação”, seguiu.
“Uma imprensa livre, respeitada e protegida não é um assunto secundário, mas um pilar fundamental da transparência e da credibilidade em todos os esportes, incluindo a Fórmula 1”, concluiu.
