O piloto Lewis Hamilton afirmou que a Mercedes é incapaz de elevar mais seu carro para diminuir os saltos devido às limitações da suspensão traseira. No GP do Azerbaijão, a Mercedes sofreu fortes saltos durante o fim de semana, resultando em dores nas costas para Hamilton e seu companheiro de equipe, George Russell.
A equipe alemã tem problemas no carro desde o início do ano, porém seu problema mais recente é devido à altura do carro. As equipes estão rodando seus carros o mais próximo possível do chão este ano para produzir downforce, com saltos pesados sendo um efeito colateral dos novos regulamentos técnicos.
Vários pilotos pediram que medidas fossem tomadas para resolver esta questão. Com isso, a FIA decidiu intervir através de uma diretiva técnica antes do fim de semana do GP do Canadá. Os pilotos Max Verstappen e Lando Norris argumentaram que as equipes afetadas deveriam aumentar a altura do carro para diminuir a gravidade do salto.
Porém, Hamilton conta que essa não é uma opção que existe para a Mercedes neste momento. “Na última corrida e nas corridas anteriores, levantamos o carro e você ainda tem saltos. O porpoising, é mais sobre a estrutura de fluxo embaixo do carro, então usamos o carro muito alto na maior parte da temporada”.
“Foi só em Barcelona que começamos a conseguir baixar um pouco e não tivemos saltos pela primeira vez em Barcelona, exceto nas curvas de alta velocidade. Depois apareceu em Mônaco, em Baku, então tivemos que levantar o carro novamente. Mesmo quando levantamos o carro, essa coisa ainda salta”, explicou Hamilton.
Além da perda de performance, o piloto britânico afirma que o carro está limitado pela suspensão. “Nós não podemos ir mais alto, na verdade. Estamos limitados pela suspensão traseira agora. Então, perdemos o desempenho naturalmente quando você vai mais alto, mas esse efeito é causado pelo fluxo interrompido embaixo do carro”.
O piloto da Mercedes diz que a segurança deve ser a maior prioridade daqui para frente e espera ver o salto eliminado completamente em vez de ser controlado. “Acho que a segurança é a coisa mais importante e acho que há pelo menos um piloto em cada equipe que falou sobre isso”, disse ele.
“Eu não acho que vai mudar muito, mas há muito que precisa ser feito. É positivo que a FIA esteja trabalhando para melhorá-lo porque temos este carro para os próximos anos. Portanto, não se trata de lidar com o salto pelos próximos quatro anos, trata-se de se livrar completamente dele, consertá-lo, para que futuros pilotos, todos nós, não tenhamos problemas nas costas no futuro”, concluiu Hamilton.
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