Grosjean pensou em deixar a F1 para ser chef de cozinha

Depois de perder sua vaga na Renault no final de 2009, Romain Grosjean quase largou a Fórmula 1 para tornar-se chef de cozinha – mas ele não foi aceito.

O francês fez sua estreia na F1 na temporada de 2009, convocado para substituir o brasileiro Nelson Piquet Jr.

Ele disputou sete corridas pela Renautl, mas não conseguiu pontuar com seu melhor resultado uma P13 no GP do Brasil. Em 2010, Grosjean foi derrotado por Vitaly Petrov.

“Eric Boulier estava no comando da Lotus e eu estava em contato com o Eric e eles estavam me dizendo que se não encontrassem ninguém, eu seria a escolha óbvia, porque já tinha experiência na equipe e assim por diante.

“Então, no dia 31 de janeiro de 2010, recebi um telefonema de Eric dizendo que haviam escolhido (Vitaly) Petrov, então eu sai.

“Eu pensei ‘é isso, eu não estou mais correndo”, então eu vou me tornar um cozinheiro – porque isso também é uma das minhas paixões.

“Fui a uma escola de culinária e me disseram que eu era muito velho. Eles me disseram ‘não’.”

Olhando para trás naquela época, Grosjean admite que ainda não estava pronto para a Fórmula 1.

“F1 não é apenas sobre pilotar”, explicou ele. “Pilotar o carro é uma coisa. mas é também sobre o meio externo, estar ciente do que está acontecendo também na mídia.

“Então eu cheguei na F1 e as pessoas acharam que eu era arrogante, mas eu só era tímido. Eu queria não atrapalhar nada. Ninguém nunca me disse o que fazer ou não fazer e é por isso que eu não estava pronto.

“Foi um começo de sonho. Após as férias de verão (europeu), recebi o telefonema para dizer que estava no carro por sete grandes prêmios, para me acostumar com a F1 antes do início da próxima temporada e usá-la como aprendizado. Mas não foi o caso.

“Eu acho que foi apenas o caso de estar no lugar errado, na hora errada”, acrescentou. “Eu estava ao lado de Fernando (Alonso), o que foi incrível, aprendi muito com ele. Obviamente ele era muito rápido.

“Mas com toda a história do ‘crashgate’ (acidente provocado por Nelsinho Piquet no GP de Singapura de 2008) eu fazia parte da estrutura que precisava de uma mudança.

“Eu fazia parte da equipe do Flavio Briatore e, embora eu deva muito ao Flavio por me colocar, acho que isso também me custou na minha carreira dentro da F1.”



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