Os organizadores do Grande Prêmio do Brasil foram avisados que os procedimentos de segurança devem ser revisados depois da série de assaltos e tentativas de assaltos no evento deste ano.
A segurança tem sido uma preocupação por vários anos no GP do Brasil, e em 2017 alguns assaltos ocorreram com o pessoal da Fórmula 1 em Interlagos, quando estavam retornando aos seus hotéis.
O mais grave aconteceu com a equipe Mercedes, que teve seu ônibus assaltado com arma de fogo, e vários objetos pessoais dos membros da equipe foram roubados.
Por sua vez, a Pirelli e a McLaren cancelaram o teste de pneus planejado para a semana seguinte ao grande prêmio.
A FIA solicitou que um relatório fosse feito para que pudesse ser discutido durante a reunião do Conselho Mundial de Automobilismo (WMSC) desta quarta-feira.
“O Conselho Mundial viu o relatório apresentado sobre os incidentes de segurança ocorridos no Grande Prêmio do Brasil deste ano”, diz o comunicado.
“Após o relatório, o CRH (Detentor dos Direitos Comerciais) recomendou que o promotor, responsável pela segurança do evento, mantenha um especialista de segurança independente para avaliar e aconselhar sobre planos de segurança”.
Também recomentou que “implementassem um centro de relatórios policiais no circuito e melhorassem a comunicação entre o promotor de segurança, a polícia e as partes interessadas da F1”.
“O Conselho Mundial instrui o promotor a implementar essas recomendações e a melhorar a situação antes do próximo ano.
“A FIA se oferece para participar das discussões com as autoridades locais e acompanhar de perto a situação.”
O lugar do Brasil no calendário de 2018 da F1 foi garantindo durante a reunião do WMSC, sem mencionar quaisquer consequências para o evento se as propostas não forem realizadas.
