O avanço da eletrificação na Fórmula 1 é um dos grandes assuntos do ano. Em 2026, a categoria conta com um motor 50% elétrico, situação que gerou criticas. Entre as vozes que se manifestaram recentemente está a do tetracampeão mundial Max Verstappen, que comparou os novos carros com uma “Fórmula E com esteroides”.
Para Alberto Longo, cofundador e diretor de criação da categoria de monopostos totalmente elétricos, as mudanças previstas para 2026 na Fórmula 1 podem ter um efeito colateral positivo. Em entrevista ao jornal espanhol MARCA, Longo afirmou que o crescente foco da Fórmula 1 na eletrificação acaba beneficiando diretamente a Fórmula E:

“Trabalhamos com conceitos de gerenciamento de energia há muito tempo. Pessoalmente, e falando com humildade, acho que eles (a Fórmula 1) deveriam se concentrar no próprio campeonato, porque nós é que detemos a licença para ser uma categoria totalmente elétrica.”
Apesar da ressalva, o dirigente adotou tom conciliador ao analisar o momento. “Dito isso, eles estão, na verdade, nos fazendo um grande favor com esse impulso em direção à eletrificação. Eu sempre quero que a Fórmula 1 vá bem, porque quando a Fórmula 1 prospera, isso acaba beneficiando a nós também”, ressaltou.
