A Fórmula 1 tem o objetivo de se livrar do Sistema de Redução de Arrasto (Drag Reduction System – DRS) em 2021, na tentativa de trazer corridas com ultrapassagens “naturais” para os fãs.
O DRS tem recebido muitas reclamações desde que foi introduzido em 2011, sendo julgado pelo público, devido a auxiliar “artificialmente” nas disputas em pista.
Apesar do plano futuro, o poder do sistema aumentará a partir do próximo ano, com a introdução de novas regras aerodinâmicas para as temporadas de 2019 e 2020. Nikolas Tombazis, encarregado da FIA, disse que as novas propostas permitirão que os pilotos corram mais perto, com o tempo de volta sendo reduzido.
Para 2021, Tombazis está trabalhando nas novas regras aerodinâmicas, junto de um grupo de engenheiros, e admite que estão na busca de eliminar do esporte o DRS: “É certo que há esse desconforto causado com o DRS, e eu também compartilho. Eu sei que Ross Brawn fez comentários semelhantes, e assim por diante”, disse Tombazis.
Ele acrescentou: “Sentimos que o DRS é a coisa certa no estado atual das coisas. E para 2021 esperamos que os carros sejam muito mais capazes de acompanhar um ao outro de perto, e será um resultado muito bom se pudermos diminuir drasticamente DRS no futuro, ou até mesmo eliminá-lo”.
Quanto ao aumento do efeito do dispositivo, para 2019 e 2020, Tombazis comentou que o DRS aumentará em aproximadamente 25-30%. Segundo ele, esse é o delta de arrasto do carro, quando ele abre o DRS para que a corrente seja maior, assim o delta de velocidade do carro aumenta. Essa medida busca aproximar os carros na pista durante as corridas.
