Damon Hill revelou que recebeu uma proposta da Ferrari para se juntar à equipe nos anos 1990, mas acabou recusando a oferta por não aceitar ser piloto número dois de Michael Schumacher. A conversa com o ex-chefe da escuderia italiana, Jean Todt, foi informal, segundo o campeão mundial de 1996, e Hill descreveu a experiência como uma “oferta que você tem que recusar”.
Em entrevista ao podcast Stay on Track, após ser questionado por Johnny Herbert sobre a possibilidade de ter corrido pela Ferrari na Fórmula 1, ele respondeu: “Posso imaginar que poderia ter havido uma situação. Quero dizer, eu tinha uma regra básica fundamental, que era: quero estar no melhor carro, com a melhor chance de sucesso.”

O ex-piloto explicou que, embora a proposta fosse financeiramente atraente, os termos quebravam essa regra de ouro: “Eu os recusei. Porque eu precisava de uma vaga, e Jean Todt disse: venha conversar, e vamos falar sobre isso informalmente. E então eu fui para a Itália, e o encontrei numa casa. Ele disse: ‘Você teria que ser o número dois de Michael’.”
Hill comentou, com bom humor, sobre a memória de Todt a respeito do encontro: “Não é uma oferta que você não pode recusar, é? É uma oferta que você tem que recusar. Quer dizer, talvez eu devesse ter aceitado. Talvez eu devesse simplesmente ter ido. De qualquer forma, não importa, porque alguém perguntou a Jean Todt isso anos atrás, e ele negou que eu tenha ido falar com ele. Devo ter sonhado!”
O episódio aconteceu na época em que Schumacher ingressou na Ferrari, enquanto Hill ainda detinha o título de 1996. Apesar do sucesso, o britânico foi dispensado pela Williams no ano seguinte e substituído por Heinz-Harald Frentzen. Hill ainda teve passagens por Arrows e Jordan antes de se aposentar da Fórmula 1 em 1999.
