FIA aprova novos regulamentos para motores da F1 a partir de 2026

O futuro da F1 está tomando cada vez mais forma. Nesta terça-feira (16), o Conselho Mundial de Automobilismo da FIA aprovou, enfim, as mudanças dos motores que serão introduzidas a partir da temporada 2026.

As conversas para que as alterações fossem autorizadas para a principal categoria do automobilismo já vinham há anos. Os debates envolviam a entidade máxima, o certame e as atuais e fábricas prospectivas.

Na terça-feira, após uma reunião do Conselho, os regulamentos esportivos, técnicos  financeiros das unidades de potência receberam o selo de aprovação.

A FIA ressaltou alguns dos principais objetivos envolvidos na aprovação do projeto: manter o espetáculo [assegurar que o desempenho é semelhante ao dos atuais motores], sustentabilidade ambiental, sustentabilidade financeira, e atrativos para novos fabricantes de unidades de potência.

O motor de combustão interna, chamado de ICE, vai se manter V6 de 1.6L  e as mesmas rotações por minuto, com uma taxa de fluxo de combustível reduzida e amplamente dividida em duas partes.

A parte superior está focada principalmente na área de combustão e haverá mais liberdade para desenvolver o sistema de combustão para o novo combustível. Já a parte inferior que engloba o bloco do motor, virabrequim, bielas, bombas e acessórios, será mais prescrita.

Em comparação aos atuais motores, a principal mudança vai ser a remoção do MGU-H; o sistema de recuperação de energia [ERS] vai ter um aumento de potência de 350 kW e vai ser o ponto de competição entre a unidade de potência e as fábricas.

Outro ponto para ajudar na competição e também equipes é que o posicionamento dos principais componentes será mais restritivo a parte de 2026 com o objetivo de evitar vantagens ou desvantagens a longo prazo.

Um teto de gastos também vai ser introduzido a partir de 2023 focado nos motores. Entre 2023 e 2025, o valor é de $95 mi, passando para $130 mi a partir de 2026.

“A FIA segue avançando em inovação e sustentabilidade – em todo o nosso portfólio de esportes a motor – os regulamentos de unidade de potência da F1 de 2026 são o exemplo mais importante dessa missão”, disse Mohammed Ben Sulayem, presidente da FIA.

“A introdução da tecnologia avançada de unidade de potência, juntamente com combustíveis sintéticos sustentáveis, alinha-se com nosso objetivo de oferecer benefícios para os usuários de carros de estrada e cumprir nosso objetivo de zero carbono líquido até 2030”, seguiu.

“A F1 está, atualmente, desfrutando de um imenso crescimento e estamos confiantes de que esses regulamentos se basearão na emoção que nossas mudanças de 2022 produziram”, emendou.

“Quero agradecer a todos os gerentes e técnicos da FIA envolvidos neste processo por sua diligência e compromisso em trabalhar em conjunto com todas as partes interessadas da Fórmula 1 para entregar isso. Também quero agradecer aos membros do Conselho Mundial por suas considerações e aprovação desses regulamentos”, concluiu.

 

 

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