A FIA está definitivamente comprometida em extinguir o porpoising da F1. Nesta terça-feira (16), após reunião do Conselho Mundial de Automobilismo, autorizou mudanças no regulamento técnico de 2022 para resolver a questão.
As quicadas apareceram neste campeonato na esteira das mudanças dos carros introduzidas neste ano. O problema ficou tão acentuado que a entidade máxima do automobilismo, junto com algumas equipes e pilotos, passou a olhar para a segurança dos competidores.
Algumas equipes, como Mercedes e AlphaTauri, foram mais afetadas do que outras – Red Bull. Os pulos causados pelos carros ficavam mais acentuados em pistas onduladas como Baku e Montreal.
As discussões para tentar trazer uma solução efetiva e rápida perduraram por meses até chegar nesta terça, onde, enfim, as mudanças foram aprovadas já a partir de Spa-Francorchamps, prova que marca o retorno das férias.
“Segurança é absolutamente a maior prioridade da FIA e desprendemos significante tempo e recursos para analisar e resolver o problema do porpoising”, apontou Mohammed Bem Sulayem, presidente da FIA.
“Pessoalmente debati a questão com todas equipes e pilotes e enquanto, é claro, há diferenças de opinião, é bastante claro que a FIA tem um papel de agir e assegurar que os pilotos não estão sob qualquer risco de lesão como resultado deste fenômeno”, completou.
Portanto, a partir do GP da Bélgica, a FIA vai medir o porpoising e obrigar todas as equipes a operarem dentro de um limite considerado seguro para todos os pilotos. Ainda, foram aprovadas mudanças nos requisitos de rigidez do assoalho e peças ao redor dos furos de medição de espessura.
Olhando agora para 2023, os assoalhos terão um acréscimo de altura passando a medir 15 mm, assim como a altura do funil do difusor.
Spotify
Google Play Music
Deezer
iTunes
Amazon
