Em fevereiro deste ano, a FIA anunciou que chegou a um acordo com a Ferrari sobre as irregularidades de seu motor de 2019, o chamado “Ferrari-gate”, mas nenhuma informação sobre quais seriam as irregularidades foi divulgada. Agora o órgão anunciou novos regulamentos para a unidade de potência que parecem explicar o caso.
Em 2019, Red Bull e Mercedes fizeram reclamações junto à FIA sobre a unidade de potência da rival Ferrari. A alegação principal era que a Scuderia conseguia burlar o sensor de combustível e obter uma maior quantidade de gasolina, gerando mais potência. Abordamos com mais detalhes no texto do Sérgio Milani, Acordo FIA x Ferrari: um terremoto de danos inesperados.
Agora, faltando quatro semanas para o início da temporada 2020 da F1, o ‘Auto, Motor und Sport’ relatou que mudanças nas regras foram feitas e estão alinhadas com as declarações da Mercedes e Red Bull.
Quatro novas diretrizes técnicas foram introduzidas em quatro áreas diferentes. O uso do Sistema de Recuperação de Energia (ERS), o consumo de óleo do motor, o medidor de vazão de combustível e consumo de combustível.
Com um sensor de potência atualizado, A FIA deseja obter mais controle sobre o uso do ERS. Isso será capaz de garantir que as equipes usem apenas os 120 quilowatts permitidos durante o período de 33 segundos por volta.
A segunda diretriz é sobre o consumo de óleo do motor e a FIA estabeleceu uma nova referência para isso. Enquanto em 2019 um máximo de 0,6 litros de óleo por 100 quilômetros fosse permitido, em 2020 isso será reduzido para 0,3 litros. Mais óleo no motor significa potência extra e é isso que a FIA deseja limitar.
Ainda em 2019, a FIA instalou novos medidores de fluxo de combustível nos carros da F1. Ponto chave na reclamação da Red Bull e Mercedes sobre a legalidade do motor Ferrari da temporada passada. As equipes haviam mostrado à FIA que havia uma brecha na regra, que permitia usar mais potência do motor.
Ainda no ano passado, foi instalado um segundo sensor, que pode medir continuamente o fluxo de combustível no motor. Com sensores adicionais para monitorar a pressão e a temperatura do motor, a FIA espera ter um melhor entendimento do funcionamento das unidades de potência.
A última diretriz faz referência ao consumo de combustível e pode ser vinculado ao incidente de Abu Dhabi em 2019, quando Charles Leclerc foi flagrado com mais combustível do que o permitido. A Ferrari pagou uma multa de 50.000 euros, mas isso agora será rigorosamente controlado e penalizado.
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