Fernando Alonso ficou “muito impressionado” com a performance da lenda da NASCAR, Jimmie Johnson, em um carro de Fórmula 1 durante a troca de carros realizada entre os dois no Bahrain.
O bicampeão mundial de F-1 Alonso testou o NASCAR Chevrolet de Johnson, com o heptacampeão da categoria norte-americana pilotando o McLaren MP4-28 2014 com um motor Mercedes V8.
Alonso inicialmente guiou o carro de F1 por algumas voltas para definir o tempo de referência de 1:40.204s antes de mudar para o Chevrolet.
Johnson conseguiu fazer 1:40.462s durante suas voltas com o Fórmula 1, pouco mais de dois décimos atrás do bicampeão mundial.
“Impressionante”, disse Alonso sobre o desempenho de Johnson. “Ele estava realmente melhorando a cada volta.
“Às vezes você coloca pneus novos nesses carros pela primeira vez e você não consegue extrair o máximo, mas eu consegui prever essa aderência extra que os novos pneus dariam, e extrair essa aderência no tempo d volta, então eu fiquei realmente impressionado com isso.
“Ele levou muito a sério. Nós estávamos trocando os carros, nos divertindo, mas também queríamos sentir o novo ambiente de forma representativa e em uma velocidade que pudéssemos sentir algo próximo do que eles sentem normalmente.”
Alonso, que fez sua última corrida de F-1 no domingo, em Abu Dhabi, admitiu que pilotar o Chevrolet da NASCAR era um “choque cultural”.
“Eu sabia que os carros eram muito básicos em termos de tecnologia”, disse ele. “A última vez que eu corri com uma caixa de câmbio H foi em 1999, então foi como voltar no tempo.
“O carro é muito potente para a quantidade de aderência disponível. Talvez com outros carros juntos seja diferente, mas foi muito divertido.”
Johnson, que nunca tinha pilotado um monoposto em um circuito tradicional, admitiu que a “sensação de velocidade era alucinante”.
“Literalmente depois do primeiro stint, meu capacete estava saindo da cabeça, e eu estava olhando para o microfone no meu capacete, estava lá no alto”, disse Johnson.
“Eu estava pensando ‘não quero parar, mas acho que preciso…’
“Eu coloquei meu capacete no lugar e, em seguida, era uma questão de olhar longe o suficiente à frente e tentar contornar as curvas.
“No final, eu realmente parei de olhar para os marcadores e consegui olhar para o ápice (da curva) e tive uma ideia das freadas e estava conseguindo fazer boas voltas.”
Johnson destacou que estava tentando tirar o máximo possível apesar de ter um dia de diversão e considerou que a experiência foi melhor para ele do que para Alonso.
“Eu não sabia que chegaria tão perto”, disse ele. “O piloto em mim estava naturalmente focado nisso e eu estava me perguntando: ‘Qual foi seu tempo de volta? Posso olhar os dados e tentar de novo?’
“Eu tive a mesma oportunidade no meu carro de olhar para os dados e tentar buscá-los.
“Eu honestamente acho que consegui uma melhor experiência de troca do que ele.”
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