Diversos fãs têm relatado problemas com a torcida do Red Bull Ring no final de semana do GP da Áustria da F1. Com depoimentos de assédio e desrespeito, a F1 se pronunciou sobre o caso dizendo que não tolera o tipo de comportamento.
A 11ª etapa da temporada 2022 da categoria está na casa da Red Bull. Naturalmente, a grande parte da torcida nas arquibancadas faz parte da ‘Orange Army’, ou exército laranja, que leva apoio a Max Verstappen.
É possível ver essa tendência não apenas pela onda laranja e diversos sinalizadores em Spielberg, mas também por algumas atitudes. Na classificação da sexta-feira, quando Lewis Hamilton bateu no Q3, os fãs vibraram muito – vale lembrar que o holandês foi vaiado em Silverstone.
Entretanto, relatos mais pesados têm tomado as redes sociais neste domingo (10). Diversos torcedores presentes na Áustria revelaram assédio direcionado às mulheres e até mesmo uso de linguagem racista e homofóbica.
Uma mulher, que não foi identificada, contou que na sexta, quando usava um vestido, teve sua roupa levantada e quando foi questionar os homens, responderam que ‘fãs do Hamilton não merecem respeito’.
A F1 chegou a publicar um comunicado sobre todo o ocorrido. “Ficamos cientes dos relatos que alguns fãs foram vítimas de comentários totalmente inaceitáveis no GP da Áustria. Levamos esse assunto a sério, o levantamos com os promotores e seguranças do evento, e estaremos conversando com aqueles que reportaram incidentes”, começou.
“Esse tipo de comportamento é inaceitável e não vai ser tolerado”, completou o texto da categoria.
Até mesmo Lewis veio às suas redes para se pronunciar. “Enojado e desapontado em saber que alguns fãs estão encarando comportamento racista, homofóico e assédio em geral no circuito neste final de semana”, começou.
“Ir ao GP da Áustria ou qualquer etapa não deve ser um gatilho de ansiedade e dor para os fãs e algo deve ser feito para assegurar que as corridas são um espaço seguro para todos. Por favor, se ver isso acontecendo, denuncie para os seguranças do circuito e a F1, não podemos senta e permitir que isso aconteça”, completou.
