A Fórmula 1 tem um novo fenômeno em ascensão, e a rápida evolução de Kimi Antonelli surpreendeu até a própria Mercedes. O chefe da equipe, Toto Wolff, relembrou o primeiro encontro do jovem italiano com a equipe e contou uma história curiosa envolvendo o diretor técnico James Allison.
Kimi Antonelli já vem quebrando recordes importantes na Fórmula 1. O piloto se tornou o mais jovem pole position da história, com dezenove anos, seis meses e dezoito dias, além de assumir a liderança do campeonato com dezenove anos, sete meses e quatro dias. Ele também é o segundo vencedor mais jovem de uma corrida, ficando atrás apenas de Max Verstappen.
Com a idade mínima de dezoito anos para competir na categoria atualmente, e o fato de equipes de ponta raramente apostarem em talentos tão jovens, esses recordes podem permanecer por muito tempo. Antonelli faz parte da estrutura da Mercedes desde abril de 2019, quando ingressou no programa de jovens pilotos ainda antes da adolescência.
Após a segunda vitória consecutiva do italiano no GP do Japão, Wolff comentou sobre a evolução do jovem piloto e relembrou a primeira visita dele à equipe: “Você vê como tudo passa rápido e como também envelhecemos rápido. Parece que foi ontem quando ele era apenas uma criança”, disse Wolff.

O dirigente contou ainda a reação de Allison naquele momento: “Quando Kimi entrou no escritório e conheceu James, ele achou que era uma criança perdida procurando os pais”, disse Wolff. “É incrível, ontem ele tinha catorze anos, hoje tem dezenove, venceu duas corridas seguidas na Fórmula 1, e estamos muito felizes com o desenvolvimento dele”, afirmou.
Ciente do potencial de Antonelli, a Mercedes adotou uma estratégia cautelosa durante sua trajetória nas categorias de base. Durante sua temporada na Fórmula 2, o italiano teve pouca exposição à imprensa, participando apenas das coletivas oficiais após terminar entre os três primeiros.
Wolff também destacou o trabalho coletivo dentro da equipe para desenvolver o jovem talento: “A verdade é que, como equipe, desde Gwen Lagrue, que lidera nosso programa júnior e o identificou quando tinha onze anos, até os engenheiros e o pessoal de marketing, todos contribuíram para dar oportunidades e protegê-lo”, acrescentou.
Por fim, o chefe da Mercedes ressaltou que a equipe pretende manter essa proteção, mesmo com o sucesso atual: “Esse é outro fator agora. Precisamos protegê-lo das pessoas falando sobre títulos na F1. É um esforço conjunto termos dois pilotos vindos do programa júnior liderando este campeonato”, completou Wolff, se referindo a George Russell, que também veio do programa júnior da Mercedes.
