F1: Wolff e Vasseur afirmam que pelotão intermediário pode surpreender em breve

Os chefes de equipe Toto Wolff, da Mercedes, e Fred Vasseur, da Ferrari, estão convencidos de que as equipes do pelotão intermediário podem estar bem mais próximas das líderes da Fórmula 1 em um futuro próximo. Com a temporada de 2026 prestes a começar com o GP da Austrália no próximo final de semana, as expectativas sobre a concorrência entre os times são altas, e ambos acreditam que a convergência de desempenho entre as equipes vai acontecer mais rapidamente do que se imagina.

Após os testes de pré-temporada no Bahrein, a expectativa é que as tradicionais equipes de ponta, como Mercedes, Ferrari, Red Bull e McLaren, ainda dominem o cenário em 2026. No entanto, tanto Wolff quanto Vasseur acreditam que outras equipes poderão se aproximar de forma significativa nas próximas temporadas, com Wolff até sugerindo que isso pode acontecer em um curto período, talvez dentro de seis meses.

Wolff, em particular, destacou o exemplo da McLaren, que em 2023 passou de estar na parte inferior do grid no início da temporada para brigar por vitórias nas últimas corridas daquele ano: “Quem sabe onde estaremos em seis meses?”, questionou Wolff. Ele acredita que a possibilidade de recuperação para as equipes do pelotão intermediário é real, dada a igualdade de oportunidades proporcionada pela introdução do limite de gastos na Fórmula 1, em 2021.

F1 2025, Fórmula 1, GP da Itália, Monza
Foto: XPB Images

Vasseur, ao ser questionado sobre como equipes top como Mercedes e Ferrari, ainda mantêm uma vantagem em relação aos concorrentes, destacou que a convergência de desempenho ocorrerá ao longo dos anos: “A convergência vai chegar, mas isso vai acontecer após várias temporadas. Se olharmos para o ano passado, foi provavelmente a melhor temporada em termos de competição equilibrada, mas foi após cinco anos com os mesmos regulamentos”, afirmou o chefe da Ferrari.

No entanto, Vasseur também acredita que a diferença entre as equipes pode diminuir ao longo da temporada, especialmente devido ao tempo adicional de túnel de vento que as equipes menos competitivas podem ter, o que pode permitir um avanço significativo: “Tenho certeza de que, mesmo começando com um desempenho e tempos de volta diferentes, vamos ver uma convergência muito em breve”, encerrou o francês.