F1: Wolff diz que trazer jovens talentos para a categoria pode “dar terrivelmente errado”

Uma recente mudança nas regras da FIA abriu a oportunidade para Andrea Kimi Antonelli correr na Fórmula 1 antes de completar 18 anos. O piloto júnior da Mercedes está sendo considerado para ocupar o assento de Lewis Hamilton no próximo ano. 

Uma das modificações permite que pilotos de 17 anos tenham a superlicença, caso aptos. A outra, que também beneficia Antonelli, não exige que pilotos tem uma carteira de motorista, o que o jovem também não tem, já que na Itália a idade mínima para se dirigir é 18 anos.

Se Antonelli for o escolhido para a vaga da Mercedes em 2025, além de preencher um grande vácuo que será deixado pelo heptacampeão, o piloto estará ao lado de um companheiro que também é produto da “escola Mercedes”. No caso de George Russell, ele teve de esperar três anos na Williams para ter sua chance na equipe alemã. 

Wolff explicou o motivo de Russell não ter ido para a Mercedes assim que entrou na Fórmula 1:

“Eu não acho que você tenha a possibilidade de aprender na Mercedes porque é colocado em um carro capaz de vencer corridas e campeonatos em um ambiente de alta pressão”, explicou o chefe da Mercedes. “E acho que pode dar terrivelmente errado para um jovem piloto com talento para se tornar campeão mundial se for lançado nesse ambiente ao lado do melhor piloto de sua geração, que está conosco há sete anos. Eu não gostaria de queimar George.”

Quando Russell entrou na F1, a Mercedes era a equipe que todos queriam derrubar. Colocar um piloto jovem e inexperiente atrás do volante poderia significar perder um campeonato. Portanto, a Mercedes não teria porque mudar seus pilotos na época, que ganhavam corridas e contribuíam para o campeonato de construtores.

Agora, a situação é diferente, e a Mercedes pode se arriscar com um piloto jovem que recebe o apoio da equipe desde jovem. Antonelli mostra desempenho fora da curva e não seria surpresa caso a Mercedes o escolha para fazer parte da equipe em 2025.