Toto Wolff falou sobre uma possível recuperação da Mercedes na Fórmula 1 após um começo difícil com o efeito solo. O dirigente descartou a possibilidade de conseguirem dar a volta por cima se não fosse o teto de gastos.
O time baseado em Brackley deu os primeiros passos no novo regulamento, que entrou em vigor em 2022, de maneira bastante complicada. A equipe optou por adotar o zero pod, o que acabou se mostrando uma decisão errada.
Sendo a única equipe do pelotão a ter adotado o conceito, demorou cerca de uma temporada e meia para deixar a filosofia para trás e tentar correr atrás do prejuízo.
E com a implementação do limite de gastos, isso afetou o desempenho inicial, com os times incapazes de se recuperarem de uma situação difícil caso tomassem um rumo errado no desenvolvimento, como foi o caso da Mercedes.

“Estávamos bastante conscientes, quando o teto orçamentário foi implementado, não apenas pelo lado comercial, mas também para termos uma competição mais justa entre as equipes, e não apenas os suspeitos de sempre gastando mais do que os outros”, explicou.
Entretanto, o austríaco apontou que as coisas não teriam sido tão diferentes caso não fosse o teto de gastos. “Então, teríamos conseguido comprar nossa própria saída?”, falou.
“Veja a Red Bull ou a Ferrari, elas têm as mesmas oportunidades ou possibilidades financeiras que nós, então, novamente, teria acabado em uma corrida armamentista, e talvez não fosse a McLaren lutando lá com a gente no topo [em 2025]. Então, o resultado seria o mesmo. Isso é simplesmente uma meritocracia; o melhor homem e a melhor máquina vencem — e não fomos nós”, completou.
