As novas regras técnicas da Fórmula 1 para 2026 passaram a ser questionadas após o GP da Austrália, disputado em Albert Park. Apesar da dobradinha da Mercedes, com vitória de George Russell e segundo lugar de Kimi Antonelli, a corrida levantou preocupações sobre o gerenciamento de bateria e a dinâmica considerada artificial das disputas.
Alguns pilotos criticaram abertamente o comportamento dos carros. Lando Norris classificou a prova como “exagerada demais” e um “caos”, enquanto Esteban Ocon afirmou que a corrida foi “artificial”. Norris também alertou para diferenças de velocidade de até 50 km/h nas retas quando alguns pilotos acumulam energia da bateria.

Chefe da Mercedes, Toto Wolff afirmou que a categoria pode fazer mudanças caso seja necessário: “Não ouvi nenhum dos pilotos falando particularmente de forma positiva sobre os últimos carros ou dizendo que eram os melhores carros. Então, tendemos a ser muito nostálgicos quando olhamos para eventos passados. Mas, claramente, todos nós somos partes interessadas no esporte. Precisamos ter um grande espetáculo, os melhores carros do mundo, os melhores pilotos e algo emocionante para os fãs. É por isso que precisamos olhar para o produto.”
Ele prosseguiu: Uma perspectiva é a visão dos pilotos, que é importante. Mas Stefano [Domenicali] diria que a única métrica que importa para ele é se os fãs gostam. É nisso que precisamos olhar. E se precisar ser ajustado, se precisarmos modificar, acho que temos a flexibilidade na Fórmula 1 para sempre tomar essas decisões.”
O chefe da Williams, James Vowles, também se pronunciou sobre o assunto e admitiu que mudanças já estão sendo estudadas pela categoria para as próximas provas.
