Toto Wolff admitiu que a Mercedes pode intervir diretamente na disputa entre George Russell e Kimi Antonelli na temporada 2026 da Fórmula 1, caso o duelo entre os pilotos coloque em risco os interesses da equipe. Apesar de seguir permitindo batalhas livres na pista, o chefe da Mercedes afirmou que não hesitará em ‘puxar o freio de mão’ se considerar necessário.
A disputa entre os dois pilotos voltou a ganhar intensidade no GP do Canadá. Russell e Antonelli travaram duelos agressivos tanto na corrida Sprint quanto no GP principal, com diversas ultrapassagens e momentos de tensão enquanto brigavam pela liderança em Montreal.
Na metade da prova no domingo, Russell abandonou após uma falha técnica no W17 quando liderava a corrida. Com isso, Antonelli conquistou sua quarta vitória consecutiva e ampliou ainda mais sua força na disputa pelo campeonato este ano.
Segundo Wolff, a Mercedes se sente confortável em permitir esse tipo de confronto, porque a equipe demonstrou vantagem clara de desempenho sobre os concorrentes no Canadá. A diferença para os rivais diretos, permitiu que Russell e Antonelli focassem apenas na luta interna sem sofrer pressão imediata de Lewis Hamilton e Max Verstappen.
O dirigente austríaco afirmou que a disputa pelo título entre os dois pilotos já é uma realidade dentro da equipe: “Definitivamente, mais do que nunca, essa disputa está acontecendo. Há muita coisa em jogo para os dois e também para nós como equipe”, afirmou Wolff.

Mesmo reconhecendo o desconforto de acompanhar uma batalha tão agressiva do pit wall, Wolff afirmou que os pilotos foram preparados para esse cenário: “Por mais desconfortável que isso seja às vezes, você precisa aceitar que essa é a disputa para a qual eles foram treinados”, acrescentou.
Ao mesmo tempo, o chefe da Mercedes deixou claro que a liberdade dos pilotos tem limites: “Se houvesse uma situação em que acreditássemos que os pontos da equipe estivessem em risco, ou estivéssemos perdendo muito tempo para os competidores atrás, não hesitaríamos nem por um milímetro em puxar o freio de mão”, completou.
Wolff ainda revelou que a Mercedes monitorou constantemente a diferença para os adversários durante a corrida. Segundo ele, enquanto a vantagem permanecesse confortável, a equipe permitiria a disputa, mas qualquer aproximação dos concorrentes provocaria uma intervenção imediata com ordens de equipe.
