F1: Wolff alerta sobre vantagem indevida com ADUO

A Fórmula 1 pode enfrentar um novo ponto de tensão com a utilização do ADUO em 2026, e a Mercedes já demonstrou preocupação com o impacto da medida. Toto Wolff, chefe da equipe, alertou que o mecanismo, criado para ajudar fabricantes de unidades de potência em dificuldade, não deve ser usado para permitir que concorrentes ganhem vantagem competitiva.

O ADUO, sigla para Additional Development and Upgrade Opportunities (Oportunidades Adicionais de Desenvolvimento e Atualização), foi incluído no regulamento como uma espécie de rede de segurança para fabricantes de unidades de potência que ficarem atrás no início do novo ciclo técnico. A ideia é permitir que essas equipes reduzam a diferença após análise detalhada de desempenho.

Segundo a FIA, o objetivo é oferecer mais oportunidades de desenvolvimento para fabricantes que estejam significativamente atrás dos concorrentes. A primeira rodada de possíveis mudanças ocorrerá após a sexta etapa da temporada, que com o cancelamento das corridas no Bahrein e na Arábia Saudita, passou a ser o GP de Mônaco. Novas avaliações também estão previstas após as etapas doze e dezoito.

As possíveis concessões incluem alterações na homologação da unidade de potência, maior flexibilidade dentro do teto orçamentário e mais horas de desenvolvimento em dinamômetro. Embora a regra tenha sido pensada para ajudar quem estiver com desempenho inferior, Wolff destacou que qualquer decisão precisa ser tomada com cuidado.

“O princípio do ADUO era permitir que equipes que estavam atrás em termos de unidade de potência pudessem alcançar os demais, mas não ultrapassá-los”, afirmou o chefe da Mercedes. Ele também alertou que qualquer decisão pode ter impacto significativo no desempenho e no campeonato, caso não seja feita com precisão e transparência.

F1 2024, Fórmula 1, Bahrein, Sakhir
Foto: XPB Images

Wolff ainda destacou a importância de evitar estratégias que explorem a regra: “É preciso deixar claro que esse tipo de jogo não tem lugar aqui. A FIA precisa agir com o espírito correto”, disse ele. O dirigente também afirmou que, na sua visão, apenas um fabricante enfrenta dificuldades claras, enquanto os demais estão em níveis semelhantes.

Mesmo com essa preocupação, Wolff afirmou não estar preocupado com um concorrente específico, como a Ferrari, mas destacou que todas as equipes estão acompanhando de perto as decisões: “Todos estamos monitorando como essas decisões serão tomadas. Temos dados precisos sobre o desempenho das unidades de potência”, acrescentou.

Por fim, o chefe da Mercedes reforçou que a integridade esportiva deve ser prioridade: “O ADUO foi pensado como um mecanismo de recuperação, não como uma forma de superar concorrentes. Não queremos ver uma equipe recebendo ajuda e, de repente, saltando à frente de outra”, completou.



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