A Fórmula 1 já calcula os impactos após o cancelamento de duas etapas importantes do calendário. Toto Wolff admitiu que a situação pode afetar diretamente o teto de gastos das equipes.
Com a retirada dos GPs do Bahrein e da Arábia Saudita, a categoria passa a operar com menos receitas previstas. Isso obriga equipes e organizadores a revisarem projeções financeiras para o restante da temporada.
Segundo o chefe da Mercedes, diferentes cenários já foram considerados internamente, incluindo possíveis interrupções logísticas. O aumento nos custos de transporte e viagens também entrou na conta, diante do cenário de instabilidade no Oriente Médio.
Wolff destacou que esses fatores podem gerar efeitos indiretos relevantes, como impactos em taxas pagas por sedes e acordos de patrocínio. Apesar disso, ele reforçou que as perdas causadas pelas duas corridas canceladas já estão contempladas nos planejamentos da equipe.

“Todos esses fatores já estão nas nossas projeções, incluindo cenários mais extremos, como interrupções nas viagens e aumento nos custos de frete”, afirmou. O dirigente também indicou que o momento exige cautela, mas sem pânico.
Ainda assim, o austríaco demonstrou confiança em uma possível normalização da situação global nas próximas semanas. “Como todo mundo, esperamos que a situação se acalme e que tudo volte ao normal, para evitar novos impactos no futuro”, completou.
