F1: Wolff admite erro de configuração no carro de Hamilton

A Mercedes viveu um dia para ser esquecido nos dois primeiros treinos livres para o GP da Austrália de Fórmula 1. A equipe admitiu que experimentos com a configuração do carro de Lewis Hamilton tiveram um efeito desastroso.

Hamilton teve um péssimo desempenho em Melbourne, terminando em 18º no TL2. O heptacampeão não conseguiu explorar todo o potencial dos pneus macios e ainda precisou lidar com um problema na proteção de fibra de carbono dos freios, que precisou ser consertada com fita adesiva.

O principal motivo para o baixo rendimento, no entanto, foi a tentativa malsucedida da Mercedes em desbravar o potencial do carro através de alterações na configuração.

“Nós conseguimos realizar o experimento, mas não liberamos a performance”, afirmou Toto Wolff, chefe da equipe, à Sky Sports F1 após o TL2. “Na segunda sessão, fizemos uma mudança bem drástica na configuração do carro de Lewis, e isso teve um efeito desastroso. Mas é por isso que realizamos esses treinos.”

“Do outro lado da garagem (se referindo a George Russell), foi um pouco melhor, mas ainda estamos sem performance. Em uma única volta, se ele tivesse completado a volta, estaríamos um pouco melhores, mas no geral, não foi um bom dia”, acrescentou.

Russell terminou o segundo treino na sexta colocação, quase sete décimos atrás do líder Charles Leclerc da Ferrari, que pareceu bem confortável no SF24.

Com os resultados ruins somados nas duas primeiras etapas do campeonato, no Bahrein e na Arábia Saudita, a frustração começa a tomar conta da Mercedes. A equipe segue tentando se adaptar ao novo regulamento aerodinâmico introduzido em 2022, mas até o momento parece um tanto quanto perdida.

“Se eu dissesse que não estou frustrado, não estaria sendo sincero”, admitiu Wolff. “Certamente estamos frustados porque tentamos de tudo em todas as direções, mas não parecemos ter encontrado a ‘bala de prata’ que nos coloque na direção certa.”

“Precisamos continuar tentando. Já vimos performance nesse carro antes. Só não quero olhar para trás e dizer que simplesmente não somos bons com esse regulamento, porque temos tudo o que precisamos para superá-lo, e vamos superar”, completou Wolff.