Jonathan Wheatley vê uma vantagem das adversárias em cima da Audi para a temporada da Fórmula 1 ao ver que as montadoras já possuem clientes, enquanto o time alemão ainda está bastante distante de ser capaz de sustentar uma segunda equipe.
O time das quatro argolas se juntou ao grid da F1 no início da temporada 2026 e desenvolvendo seu próprio motor. Já na primeira corrida, Gabriel Bortoleto somou um ponto ao cruzar a linha de chegada na décima colocação, mas o dirigente prefere se manter com os pés no chão.
“Temos de ser realistas”, disse ao se referir a Mercedes, que possui uma equipe de fábrica e mais seis carros de clientes, enquanto a Ferrari equipa seis carros totais. “Se você observar a quilometragem acumulada pelas equipes de motores da Mercedes durante os testes de inverno, é algo como quatro vezes a quantidade que conseguimos, e mesmo com um programa confiável, ainda assim percorremos muitos quilômetros”, afirmou.

“Portanto, eles também estão aprendendo em um ritmo mais acelerado, então precisamos ser realistas quanto a isso. Mas, além disso, ainda estamos no início do projeto. Já conversamos há algum tempo sobre nossa ambição no momento: sermos uma equipe desafiadora e, no momento certo, passarmos de desafiantes a competitivos”, seguiu.
“Em termos da unidade de potência, é incrivelmente complexo. É uma ambição ousada da Audi mostrar do que é capaz na Fórmula 1. Estou sentado ao lado de Laurent [Mekies – chefe da equipe Red Bull], e ele também não tem ilusões quanto ao desafio. Criar uma unidade de potência moderna para a Fórmula 1 é incrivelmente desafiador e empolgante, e a tecnologia que estamos aprendendo, estamos aprendendo a uma velocidade incrível. Portanto, será interessante ver como as unidades de potência se desenvolverão nos próximos anos e, a curto prazo, nos próximos meses”, encerrou.
