F1: Waché diz que novo túnel de vento da Red Bull deve minimizar problemas de correlação

Pierre Waché, diretor técnico da Red Bull Racing, acredita que os problemas de correlação de dados enfrentados pela equipe nos últimos anos, têm menores chances de ocorrer na temporada 2026 da Fórmula 1. Isso se deve, em parte, às mudanças nas regulamentações aerodinâmicas implementadas este ano, e ao desenvolvimento de um novo túnel de vento da equipe, que deverá estar concluído em 2027.

Nos últimos anos, especialmente em 2024, a Red Bull enfrentou dificuldades em correlacionar os dados do túnel de vento com o desempenho real do carro. Durante o desenvolvimento do RB20, essas falhas de correlação chegaram a colocar o título de Max Verstappen em risco. O desempenho do carro não correspondia às expectativas geradas pelas simulações, algo particularmente problemático devido às complexidades das regulamentações de efeito solo, vigentes até o ano passado.

Porém, com as novas regulamentações para 2026, que retornam a aerodinâmica mais tradicional, com assoalhos mais planos e menos foco no efeito solo, Waché acredita que o risco de erros de correlação será significativamente menor: “Este ano, as regulamentações são novas, e o caminho de desenvolvimento é maior e menos arriscado. Isso não significa que não há risco, mas há menos risco”, afirmou.

F1 2025, GP da Austrália, Melbourne, Albert Park
Foto: XPB Images

Além disso, a Red Bull tem investido pesadamente em um túnel de vento de última geração, que deve reduzir ainda mais as chances de discrepâncias entre os dados de simulação e os testes reais. A equipe tem grandes expectativas para o novo túnel que deve ficar pronto em 2027, e que será crucial para o futuro da equipe, especialmente após anos utilizando o túnel de vento mais antigo da Fórmula 1, situado em Bedford.

Com essa nova infraestrutura e as mudanças nas regulamentações, Waché se mostra confiante de que os problemas de correlação serão minimizados nos próximos anos: “A equipe investiu muito no novo túnel de vento, e teremos o melhor de todo o grid”, concluiu o engenheiro francês.