F1: Vowles revela que Williams já trabalha no carro de 2026 desde janeiro

A Williams está decidida a dar um passo à frente na Fórmula 1. James Vowles, chefe da equipe britânica, revelou que o foco no desenvolvimento do carro de 2025 foi encerrado ainda antes do início da atual temporada, com a atenção totalmente voltada para o projeto do carro de 2026 desde janeiro deste ano.

No momento a Williams ocupa a quinta posição na tabela de construtores, mas o time britânico já traçou sua estratégia a longo prazo. Alex Albon foi essencial para a equipe no começo da atual temporada, marcando quarenta pontos nas sete primeiras corridas, mas o desempenho da equipe caiu após Mônaco, devido a problemas de confiabilidade, como questões de resfriamento na Áustria e no Canadá. A equipe se recuperou nas corridas seguintes, em Silverstone e Spa, mas o desempenho no GP da Hungria, com Carlos Sainz em 14º e Albon em 15º, deixou claro que o foco da Williams estava em outro lugar.

Vowles afirmou que a decisão de priorizar o carro de 2026 foi tomada já em janeiro, antes do início da atual temporada: “O que decidimos em janeiro está feito. Não vamos mais desenvolver o FW47. Se isso resultar em ficarmos em sexto ou sétimo, que seja”, disse ele, destacando que a ambição da Williams vai além de uma boa posição no campeonato de construtores deste ano.

Carlos Sainz (ESP) Atlassian Williams Racing FW47.
Foto: XPB Images

A escolha pela antecipação do desenvolvimento do carro de 2026 foi definida de forma estratégica, com o novo projeto (FW48) começando a ser trabalhado no túnel de vento desde o início do ano: “O FW48 estava no túnel de vento praticamente todas as horas que podíamos. Não é que não fizemos nada com o FW47, mas o foco está no futuro”, acrescentou Vowles.

Com a chegada das novas regulamentações para 2026, Vowles vê um equilíbrio entre chassis e unidade de potência como o grande desafio para a próxima temporada. Embora a diferença de desempenho dos motores tenha dominado os campeonatos nos últimos anos, ele acredita que ainda há muito espaço para melhorias no chassis: “Acredito que as lacunas que vimos em 2014 entre as unidades de potência não vão se repetir. Ainda há muito para explorar no desenvolvimento do chassis, e estamos fazendo o nosso melhor para alcançar as melhores posições”, completou o chefe da Williams.