Campeão de 1997 afirma que holandês reúne talento, mentalidade e paixão para entrar — e talvez ultrapassar — o panteão máximo da Fórmula 1
Aos olhos de Jacques Villeneuve, Max Verstappen não apenas já faz parte da elite histórica da Fórmula 1 como reúne condições reais para ir além do recorde de sete títulos mundiais dividido por Michael Schumacher e Lewis Hamilton.
Mesmo tendo ficado a apenas dois pontos do título em 2025, superado por Lando Norris após uma temporada marcada por reação tardia da Red Bull, Villeneuve vê no holandês algo que transcende números e estatísticas. Para o canadense, Verstappen já provou que pertence ao grupo dos grandes nomes de todos os tempos.
“Max mostrou por que faz parte dos gigantes do esporte, ao lado dos Sennas, dos Prosts, dos Mansells e de todos os grandes que vieram antes”, afirmou Villeneuve, em declaração a um site de apostas.
A mentalidade que separa campeões de lendas
Mais do que velocidade pura, Villeneuve destaca a mentalidade competitiva de Verstappen como o fator determinante para um possível domínio histórico. Segundo ele, trata-se de um piloto que não desacelera emocionalmente, independentemente do contexto.
“Ele simplesmente não para. É incansável. É um piloto puro, apaixonado por correr. E é exatamente isso que você quer ver. É isso que você espera que os campeões se tornem”, disse o campeão de 1997.
Na leitura de Villeneuve, essa combinação de obsessão competitiva, entrega total e talento natural coloca Verstappen em um patamar que permite sonhar alto — muito alto.

Sete, oito títulos? Para Villeneuve, é possível
Ao ser questionado diretamente sobre a possibilidade de Verstappen alcançar ou até ultrapassar o número mágico de sete campeonatos mundiais, Villeneuve foi direto, sem rodeios.
“Ele tem o talento. Dê a ele a chance certa, e ele vai conquistar isso. Sim”, afirmou, ao projetar um futuro que pode incluir sete ou até oito títulos mundiais.
A declaração ganha ainda mais peso quando contextualizada no cenário atual da Fórmula 1, que caminha para uma mudança profunda de regulamentos em 2026. Um novo ciclo técnico, historicamente, sempre abriu espaço para redefinir hierarquias — algo que Verstappen, mesmo fora do título em 2025, mostrou saber explorar como poucos.
Pausa no Brasil antes de um novo ciclo
Enquanto o paddock começa a se reorganizar para a nova era técnica, Verstappen aproveita o período de férias longe da pressão. O holandês passou parte do recesso no Brasil, ao lado de amigos e familiares, aparecendo em registros descontraídos, jogando vôlei e aproveitando o descanso.
Se depender da avaliação de Villeneuve, porém, essa pausa é apenas um intervalo antes de mais um capítulo potencialmente histórico. Porque, para o canadense, Verstappen já não corre apenas contra adversários do presente — mas contra a própria história da Fórmula 1.
