A Mercedes começou a temporada 2026 da Fórmula 1 com domínio absoluto, vencendo os três primeiros GPs do ano, mas Jacques Villeneuve acredita que a equipe alemã já tem motivos para se preocupar. O ex-piloto e campeão na F1 em 1997, apontou a forte reação da McLaren no GP do Japão como um sinal de alerta para a liderança atual do campeonato.
Mesmo com as três vitórias nas três primeiras corridas do ano, a vantagem da Mercedes pode não ser tão confortável quanto parece. Para Villeneuve, o desempenho recente da McLaren indica que a disputa pelo título pode se tornar mais equilibrada ao longo da temporada.
A equipe alemã soma 135 pontos após três etapas, com 45 de vantagem sobre a Ferrari, que aparece com 90. A McLaren ocupa a terceira posição, mesmo após um início difícil, marcado pela ausência de Oscar Piastri nas duas primeiras corridas do campeonato. Ainda assim, a equipe britânica mostrou força em Suzuka, onde o australiano terminou na segunda posição.
Piastri chegou a liderar a corrida logo na primeira volta e parecia controlar a diferença para os carros da Mercedes. No entanto, a entrada do Safety Car em um momento desfavorável para ele, mudou o cenário e complicou a situação do piloto da McLaren, que acabou ficando atrás de Kimi Antonelli, vencedor da prova, mas ainda à frente de George Russell, quarto colocado.
Foi justamente essa performance que levou Villeneuve a questionar se a vantagem da Mercedes é realmente consistente. O canadense destacou que a McLaren tem histórico recente de evolução rápida e acredita que a equipe alemã precisa ficar atenta.

“Vimos a McLaren sendo muito boa em responder no ano passado”, disse Villeneuve à F1 TV após a corrida em Suzuka. “Mas eu ficaria preocupado se fosse a Mercedes agora, porque nas duas primeiras corridas foi fácil. Eles se sentiram seguros, mas depois dessa corrida não se sentem mais”.
Villeneuve também destacou que Suzuka é um circuito em que o desempenho do carro faz grande diferença, o que torna o resultado ainda mais significativo: “A diferença não é tão grande quanto eles esperavam, especialmente em uma pista muito dependente do carro. É um circuito onde, se seu carro é bom, você estará na frente”, acrescentou.
O campeão de 1997 ainda afirmou que a Mercedes não ter garantido uma dobradinha no Japão reforça o alerta: “Um final de semana em que a Mercedes não termina em primeiro e segundo não é bom. Um fim de semana normal para a Mercedes é primeiro e segundo. O Japão foi um grande desvio”, concluiu o ex-piloto.
