Max Verstappen pode considerar uma pausa na Fórmula 1 ao final da temporada 2026 e retornar apenas quando os motores V8 forem reintroduzidos na categoria. A possibilidade foi levantada por Otmar Szafnauer, ex-chefe de equipes como Force India, Racing Point, Aston Martin e Alpine, que acredita que uma eventual saída do holandês seria uma perda importante para a categoria.
O tetracampeão já demonstrou claramente que está insatisfeito com os novos regulamentos técnicos da Fórmula 1, especialmente com a divisão de potência entre combustão e energia elétrica, atualmente equilibrada em 50-50. Verstappen também não teria gostado da necessidade de gerenciamento da bateria para extrair desempenho dos carros.
Após quatro GPs disputados em 2026, o piloto aparece 74 pontos atrás do líder do campeonato, Kimi Antonelli, da Mercedes. Ainda existe a expectativa de mudança na divisão de potência para 60-40 já na próxima temporada, mas não há garantia de que isso seja suficiente para convencer Verstappen a seguir na categoria.
Enquanto isso, a FIA já confirmou planos para o retorno dos motores V8 movidos por combustíveis totalmente sustentáveis no início da próxima década. A proposta defendida pelo presidente da FIA, Mohammed Ben Sulayem, conta também com apoio de Toto Wolff, chefe da Mercedes, e Laurent Mekies, chefe da Red Bull Racing.

Para Szafnauer, Verstappen poderia até deixar a Fórmula 1 por alguns anos e voltar competitivo no futuro, repetindo movimentos vistos anteriormente com outros pilotos renomados. O dirigente lembrou os casos de Kimi Raikkonen e Fernando Alonso, que se afastaram da categoria e depois retornaram.
“Max é um talento geracional, e acho que a Fórmula 1 se beneficia por ter um talento como ele correndo na categoria. Seria uma perda se ele saísse”, afirmou Szafnauer durante participação em um podcast do RacingNews365.com.
O ex-dirigente também destacou que Raikkonen deixou a Fórmula 1, disputou outras categorias e voltou vencendo corridas: “Max pode sair e decidir retornar quando as unidades de potência estiverem mais próximas do que ele acredita que um motor de Fórmula 1 deve ser. Ou, sabendo que as mudanças estão chegando, talvez ele permaneça”, acrescentou.
Szafnauer encerrou elogiando o nível atual do holandês no grid da Fórmula 1: “Até os outros pilotos diriam que ele está entre os melhores do grid hoje, talvez o melhor. Na minha opinião, ele é o melhor”, completou.
