Holandês deixa o nº 1 após perder o título de 2025 e assume um número carregado de simbolismo na Fórmula 1
Max Verstappen terá uma novidade visual importante na temporada 2026 da Fórmula 1. Após perder o título de 2025 por apenas dois pontos na decisão em Abu Dhabi, o piloto da Red Bull não poderá mais utilizar o número 1 no carro — que passará a ser usado pelo novo campeão Lando Norris.
Com isso, Verstappen também não retornará ao tradicional 33, número que o acompanhou desde sua estreia na F1. Em vez disso, o holandês assumirá o número 3, herdando-o de seu ex-companheiro Daniel Ricciardo, e colocando em prática uma escolha que, segundo ele próprio, sempre teve um significado especial.
“Sempre gostei do formato do número 3”
Em um vídeo divulgado pela Red Bull em anos anteriores, Verstappen já havia explicado por que o 3 seria sua primeira opção caso estivesse disponível quando entrou na Fórmula 1, em 2015. Na ocasião, o número não pôde ser escolhido, já que estava reservado, e ele acabou optando pelo 33 — uma espécie de “plano B”.
“Eu não podia escolhê-lo naquela época, então fui para o dobro da sorte”, explicou Verstappen. “Mas é o formato do número que eu gostava quando era criança, o número 3.”
A declaração revela que a escolha vai além de superstição ou marketing: trata-se de uma preferência pessoal antiga, ligada à infância do piloto e à estética do próprio número.

Um número com história de campeões
A adoção do número 3 também carrega um peso histórico na Fórmula 1. Ao longo do tempo, três campeões mundiais conquistaram o título utilizando esse número em seus carros: Graham Hill, em 1962; Jacques Villeneuve, em 1997; e Michael Schumacher, em 2000.
Curiosamente, foi o próprio Villeneuve quem recentemente afirmou que Verstappen tem potencial para ir além dos sete títulos de Schumacher e Lewis Hamilton, caso mantenha o foco e a motivação nos próximos anos. “Ele tem talento. Dê a ele uma chance e ele vai conseguir”, disse o canadense.
