F1: Verstappen e Norris terão de pagar mais de € 1 milhão à FIA

Sistema de taxas da superlicença faz campeão e vice liderarem a conta após duelo decidido por apenas dois pontos

A temporada 2025 da Fórmula 1 terminou com uma disputa histórica entre Lando Norris e Max Verstappen, decidida por apenas dois pontos. Mas o equilíbrio extremo do campeonato não ficou restrito às pistas. Ele também se refletiu fora delas — mais precisamente na fatura que ambos terão de pagar à FIA para obter a superlicença válida para a temporada 2026.

Como acontece todos os anos, o valor da superlicença é calculado com base nos pontos conquistados no Mundial anterior. Para 2026, a taxa fixa definida pela FIA é de € 11.842, acrescida de € 2.392 por ponto marcado em 2025.

Com isso, o maior custo recai justamente sobre o campeão. Norris, que somou 423 pontos na campanha do título, terá de desembolsar € 1.023.658 para garantir sua licença. Verstappen, vice-campeão com 421 pontos, aparece logo atrás, com uma conta de € 1.018.874 — cerca de € 5 mil a menos, diferença que reflete exatamente os dois pontos que separaram os dois no campeonato.

O pódio financeiro se completa com Oscar Piastri. O australiano, terceiro colocado no Mundial com 410 pontos, chega muito perto da marca de um milhão de euros, com uma taxa de € 992.562.

Lando Norris (GBR) McLaren with Max Verstappen (NLD) Red Bull Racing in qualifying parc ferme.
Foto: XPB Images

Mais abaixo na lista, George Russell aparece com € 774.890, seguido por Charles Leclerc (€ 590.706) e Lewis Hamilton (€ 384.994). Mesmo em seu ano de estreia, Kimi Antonelli já enfrenta uma cobrança relevante: € 370.642, resultado direto de seus 150 pontos na temporada.

O contraste fica evidente quando se olha para pilotos que não pontuaram ou não disputaram o campeonato completo. Franco Colapinto, Sergio Pérez, Valtteri Bottas e Arvid Lindblad, por exemplo, pagam apenas o valor base de € 11.842.

No total, a FIA arrecada € 6.496.468 apenas com as superlicenças do grid de 2026 — um número que ajuda a dimensionar o quanto o sucesso esportivo na Fórmula 1 também tem impacto direto no bolso dos pilotos.

Em um campeonato cada vez mais profissionalizado, a lógica é clara: quanto melhor o desempenho na pista, maior o preço para estar no grid no ano seguinte. Para Norris e Verstappen, o duelo de 2025 terminou empatado em prestígio — e praticamente empatado também na conta enviada pela FIA.



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