Max Verstappen voltou a criticar a atual geração de carros da Fórmula 1, e contestou a ideia de que apenas as sessões de classificação precisem de ajustes. O piloto da Red Bull Racing afirmou que os problemas vão além das sessões no sábado e envolvem também a forma como os carros são pilotados durante todo o final de semana.
A discussão ganhou força após as três primeiras etapas da temporada 2026, quando a categoria passou a avaliar mudanças pontuais antes do GP de Miami. A expectativa é de pequenos ajustes no gerenciamento de energia, com foco principal em permitir voltas em potência máxima durante as sessões de classificação.
Mesmo assim, Verstappen deixou claro que, na sua visão, a situação é mais complexa: “Para mim, é tudo igual. Claro, na sessão de classificação você não quer ter esse tipo de estilo de aliviar o acelerador”, afirmou o piloto durante o fim de semana no Japão.
O tetracampeão também destacou que o problema não se resume apenas ao gerenciamento de energia. Segundo ele, outras regras contribuem para tornar a pilotagem menos natural e mais difícil para os pilotos: “Há muitas outras regras, não é apenas sobre aliviar o acelerador, mas também outras situações em que você não pode ir no máximo, tem que aliviar ou ficar perto disso e depois aliviar”, disse ele.

Verstappen ainda destacou que a complexidade das regras tem tornado a pilotagem confusa: “Quero dizer, é tudo muito confuso. E não é assim que deveria ser”, disse o holandês, reforçando sua insatisfação com o cenário atual da Fórmula 1.
Outro ponto levantado pelo tetracampeão, é a sensibilidade com os carros com o atual regulamento. Segundo ele, pequenas variações podem impactar diretamente o desempenho, tornando o comportamento dos carros ainda mais imprevisível.
“É tudo super sensível. Na sessão de classificação, para ir mais rápido, você basicamente precisa ir mais devagar”, concluiu Verstappen, resumindo sua crítica à atual filosofia técnica da categoria e reforçando que, em sua visão, mudanças mais amplas ainda são necessárias.
