A Red Bull está tendo um começo complicado na temporada 2026 Fórmula 1, com problemas de equilíbrio e desempenho nas duas primeiras corridas, inclusive terminando atrás de equipes menos prestigiadas como Alpine e Haas na última corrida, o GP da China, em Xangai. Na prova oriental, Max Verstappen precisou abandonar a corrida.
A equipe de Milton Keynes, que estreou sua primeira unidade de potência em parceria com a Ford, atualmente, é o quarto time mais rápido, atrás de McLaren, Ferrari e Mercedes. O grande problema do RB22 não é o motor, mas o equilíbrio do carro. Verstappen relatou subesterço nas curvas lentas e médias, desgaste rápido dos pneus e dificuldade em manter o carro estável em alta velocidade. O tetracampeão descreveu à F1TV:

“Não há aderência, e eu diria que esse é o maior problema. Sem equilíbrio, apenas perdendo quantidades enormes de tempo nas curvas. Mudamos muita coisa no carro e isso não faz diferença alguma. Cada volta é uma sobrevivência.”
Em Melbourne, Isack Hadjar se classificou em terceiro, mas abandonou a corrida, enquanto Verstappen largou da 18ª posição e terminou em quinto. Na China, problemas semelhantes se repetiram: subesterço nas curvas longas e técnicas, desgaste nos pneus dianteiros e dificuldades na largada, fazendo Verstappen terminar fora dos pontos na Sprint. Hadjar completou a corrida em oitavo.
Os problemas parecem concentrados no chassi e na suspensão, que não interagem corretamente com os pneus, causando desgaste e instabilidade em todas as fases das curvas. A falta de downforce em ambos os eixos também contribui para subesterço em curvas de alta velocidade.
Verstappen se mostrou muito descontente com o atual carro e a Red Bull terá o desafio de voltar aos primeiros lugares em 2026.
