Max Verstappen se pronunciou sobre a alteração promovida pela FIA nos parâmetros de gestão de energia para a sessão de classificação do GP do Japão de Fórmula 1, neste próximo final de semana. A mudança, acordada entre FIA, equipes e fabricantes de unidades de potência, reduziu a recarga máxima permitida de 9.0 megajoules para 8.0 megajoules, com o objetivo de manter a sessão como um verdadeiro desafio de performance.
O quatro vezes campeão admitiu ainda não ter testado a novidade no simulador, mas demonstrou esperança de que a alteração permita voltas mais próximas do limite total: “Não pratiquei isso no simulador, então não posso dar uma resposta clara. Antes, não era exatamente aceleração plena, agora espero que agora fique mais próximo disso”, afirmou Verstappen no Circuito Internacional de Suzuka.
Questionado sobre se a mudança compromete a essência da competição em Suzuka, o holandês manteve postura pragmática, reconhecendo as limitações das regras atuais e indicando expectativa por melhorias futuras: “Claro que é muito diferente do ano passado, mas essa é a realidade atual e você tem que aceitar. Não há muito o que fazer neste ano”, disse ele.
Verstappen explicou que, apesar da redução para oito megajoules ajudar minimamente, a necessidade de cautela com o acelerador permanece: “Vai ser diferente. Ir para oito megajoules ajuda um pouco, mas o básico é o mesmo, então ainda é preciso cuidado com o uso do acelerador. É bem diferente do passado”, completou o piloto da Red Bull Racing.

O holandês tem se mostrado crítico das regras atuais, apontando que o regulamento faz a pilotagem parecer artificial. Em avaliação anterior, Verstappen chegou a comparar os carros atuais a ‘Fórmula E com esteróides’, destacando a dificuldade em extrair desempenho real nas condições atuais.
A medida da FIA, embora mínima, busca equilibrar a performance na sessão de classificação, pelo menos no Japão, e reduzir estratégias que privilegiem gestão de energia em detrimento da pilotagem em Suzuka. Verstappen, mesmo cético, demonstra abertura para adaptações futuras que possam trazer mais fluidez e emoção às sessões de sessão de classificação da F1.
Com essa regra, os pilotos precisarão ajustar suas estratégias e sentir o carro de forma diferente, mantendo o foco na precisão e na consistência ao longo de cada tentativa no Q1, Q2 e Q3.
