O chefe da Ferrari, Frederic Vasseur, reagiu aos comentários de Lewis Hamilton sobre a mudança de seu engenheiro de corrida para a temporada 2026 da Fórmula 1, afirmando que a troca não é algo extraordinário na categoria. Após o anúncio de que Riccardo Adami, originalmente designado para seguir como engenheiro de Hamilton na nova temporada, assumiria outra função na equipe italiana, o piloto britânico expressou preocupações sobre a falta de continuidade em sua relação com um engenheiro de corrida.
Em uma entrevista no Bahrein, Hamilton explicou que, no início da temporada, não teria um engenheiro permanente e que isso poderia ser prejudicial para o seu trabalho, já que ele precisaria se acostumar com alguém novo nas primeiras corridas: “Vai ser apenas por algumas corridas no começo da temporada, então tudo vai mudar novamente e terei que aprender a trabalhar com alguém novo. Isso também é prejudicial para mim”, afirmou Hamilton.

Vasseur respondeu minimizando a situação, e destacando que mudanças de engenheiros e até de chefes de equipe são comuns na Fórmula 1: “Não é exatamente a discussão que temos. A colaboração entre o time, Lewis e a parede de box é muito boa”, afirmou o francês, ressaltando a boa relação de Hamilton com a equipe: “Eu vi que Lewis está confiante e muito aberto em relação a isso. Minha sensação é muito positiva sobre o assunto”, disse o chefe da Ferrari.
Ele ainda ressaltou que a mudança de um engenheiro de corrida não deveria ser vista como um problema, lembrando que, atualmente, uma equipe de F1 envolve cerca de 1.500 pessoas: “A Fórmula 1 sempre foi sobre a equipe, nunca sobre o individual”, concluiu Vasseur, apontando que o trabalho de um engenheiro vai muito além da figura que está na parede de boxes conversando com o piloto pelo rádio.
