F1: Vasseur elogia Hamilton e Leclerc por disputa “profissional” na China

Fred Vasseur, chefe da Ferrari, destacou o comportamento de Lewis Hamilton e Charles Leclerc durante o GP da China de Fórmula 1, elogiando a forma como os dois pilotos conduziram a disputa pelo último lugar no pódio. Segundo o dirigente, a forma como a corrida se desenrolou poderia ter deixado a equipe ‘parecendo completamente estúpida’, caso não houvesse respeito e profissionalismo na pista.

Ao longo da prova em Xangai, Leclerc e Hamilton alternaram posições de maneira intensa, realizando ultrapassagens em pontos incomuns do circuito e mantendo uma disputa limpa e, ao mesmo tempo, emocionante. Vasseur reforçou que a ausência de ordens de equipe foi intencional e importante para o desenvolvimento do grupo.

“Grande respeito a ambos, são profissionais e, nesta situação, faz sentido deixá-los correr. Sei que posso parecer completamente estúpido meia hora depois, mas no fim das contas, acredito que essa é a melhor forma de construir uma equipe”, afirmou o dirigente. Ele acrescentou que momentos como esses criam uma emulação saudável dentro do time e permitem que todos evoluam: “E enquanto for feito como hoje (último domingo), é positivo. Ouvi algumas vezes pelo rádio que eles estavam se divertindo. Mas não quero congelar posições”, afirmou Vaseeur.

Frederic Vasseur (FRA) Ferrari Team Principal.
Foto: XPB Images

Sobre o desempenho da Ferrari frente à Mercedes, Vasseur reconheceu que a equipe ainda está distante dos favoritos de 2026, que somaram duas vitórias consecutivas com dobradinha, mas ressaltou que a Scuderia tem evoluído gradualmente: “No começo, conseguimos acompanhar a Mercedes quando estávamos dentro de um segundo, com algum boost extra, mas assim que eles abrem um segundo de vantagem, fica muito mais difícil. Sabemos que temos déficit, principalmente em reta, mas estamos evoluindo. Em Melbourne estávamos oito décimos atrás, na sexta-feira seis décimos, e no sábado quatro décimos. Passo a passo estamos entendendo melhor a situação e fechando a diferença. Mas eles ainda estão longe. Não é só o motor, precisamos trabalhar em tudo: chassi e pneus, como sempre”, encerrou o dirigente francês.