F1: Vasseur critica demora da FIA em ajustar regras de largada

Com o fim da era turbo-híbrida na Fórmula 1, os novos motores passaram a ter divisão de 50% entre propulsão elétrica e combustão. E essa mudança alterou um procedimento crucial nas corridas: agora, os pilotos precisam manter rotações mais altas para alcançar a configuração ideal, tornando a largada mais longa e imprevisível.

Os testes de pré-temporada em Barcelona e no Bahrein evidenciaram dificuldades para sair do lugar e manter a tração. A situação virou uma “loteria” no grid e chegou a gerar preocupações com a segurança por parte da McLaren. Na semana passada, a FIA (Federação Internacional de Automobilismo) testou um novo procedimento: luzes azuis piscavam por cinco segundos quando o último carro se posicionava no grid, antes do acionamento das cinco luzes vermelhas. A mudança deu mais tempo para os pilotos ajustarem a largada.

Oscar Piastri (AUS) McLaren F1 Team MCL40 - start practice.
Foto: XPB Images

O chefe da Ferrari, Frédéric Vasseur, revelou que a equipe já havia alertado a entidade sobre o problema há um ano: “Levantamos [essa questão] há um ano com a FIA, sobre o procedimento de largada, que era algo complicado”, afirmou. “Todos sabiam que sem o MGU-H seria uma fase complicada do fim de semana. A FIA decidiu não mudar o procedimento. Todos nós tomamos decisões sobre a arquitetura do motor com base nessas regulamentações.”

Sobre o teste recente, ele avaliou: “Acho que o novo procedimento com as luzes piscando agrada a todos. Todos estão felizes com isso, todos nós achamos que é seguro, e vamos seguir assim. Se alguém não estiver convencido, sempre podemos largar dos boxes se não for seguro.”