F1: Vasseur aponta desafio da integração total com novas regras

A Ferrari acredita que a temporada 2026 da Fórmula 1 será marcada por um dos maiores desafios técnicos da era híbrida, especialmente pela necessidade de integrar completamente todos os sistemas do carro com o estilo de pilotagem. A avaliação é do chefe de equipe Frederic Vasseur, que analisou o cenário às vésperas dos testes privados de Barcelona.

O SF-26 já foi guiado por Lewis Hamilton e Charles Leclerc no shakedown realizado em Fiorano, e voltará à pista no dia 27 de janeiro para a primeira parte da preparação de pré-temporada. Com mudanças profundas tanto no chassi quanto nas unidades de potência, o francês acredita que a fase inicial será decisiva para definir quem se adaptará mais rápido ao novo regulamento.

Segundo Vasseur, o ponto central está na integração entre todas as partes do carro. “Eu acho que a chave para a performance será uma boa integração entre o chassi e a unidade de potência, e com certeza o desenvolvimento será fundamental”, afirmou o dirigente. “A performance em cada área será importante, mas no fim do dia o maior desafio será integrar todos os sistemas ao mesmo tempo, incluindo os pilotos.”

Para o chefe da equipe italiana, a mudança não é apenas técnica, mas também operacional. Segundo ele, Hamilton e Leclerc terão de adaptar seus métodos de trabalho em um cenário totalmente reformulado. “Esperamos que haja um reset completo na abordagem deles, o que significa que precisarão mudar a forma como desenvolvem o carro ao longo do fim de semana, e até a pilotagem será um pouco diferente”, explicou.

Ferrari SF-26 - Lançamento carro F1 2026
Foto: Divulgação / Ferrari

Vasseur também destacou que cabe à Ferrari oferecer ferramentas adequadas para que os pilotos alcancem seu potencial máximo. “Será um desafio, e parte do nosso trabalho é dar a eles bons instrumentos para renderem ao máximo. É verdade que todos estamos começando do zero e descobrindo esses desafios. É um bom sentimento, porque esse é o nosso DNA, enfrentar esse tipo de situação, e os pilotos fazem parte da equação. Eu acho que é um desafio muito interessante para nós e para os outros.”

Com uma temporada que promete ser uma espécie de “recomeço” para o grid, a Ferrari vê na adaptação rápida uma possível arma para retomar o protagonismo após um 2025 difícil. A expectativa agora se volta para o trabalho em Barcelona, que servirá como primeira referência concreta de competitividade para o novo regulamento da F1.



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