A Fórmula 1 cogitou uma solução inesperada após o cancelamento dos GPs da Arábia Saudita e do Bahrein, devido à guerra no Oriente Médio, mas a tentativa do retorno de Adelaide ao calendário acabou não avançando. A proposta partiu do governo da Austrália do Sul, que tentou aproveitar a lacuna deixada pelas provas canceladas.
O conflito no Oriente Médio levou os dirigentes da categoria a cancelar as corridas em Jeddah e Sakhir. Com isso, surgiu um intervalo de aproximadamente um mês em abril, abrindo espaço para possíveis alternativas no calendário da categoria.
Peter Malinauskas, primeiro-ministro da Austrália do Sul, revelou que entrou em contato diretamente com a Fórmula 1 assim que percebeu a oportunidade. Em entrevista à rádio Triple M, ele explicou que buscou convencer a categoria a levar novamente a categoria para o circuito de Adelaide: “Assim que ficou óbvio que eles não iriam correr no Bahrein e na Arábia Saudita, pensei: ‘Olá! Essa é uma oportunidade?’ Então peguei o telefone e perguntei”, afirmou Malinauskas, detalhando a iniciativa para tentar viabilizar esse retorno.

O dirigente também destacou que a proposta incluía planejamento logístico e financeiro para realizar o evento dentro do prazo disponível. Segundo ele, havia uma equipe preparada para viabilizar a corrida rapidamente, caso a Fórmula 1 aceitasse a ideia: “Se tivéssemos fechado isso, as pessoas teriam ficado sabendo um pouco antes. Eu apresentei a proposta e disse: ‘Tenho a equipe, eles fizeram os cálculos, podemos montar o circuito nesses prazos’, e eles disseram: ‘Deixe conosco’,” acrescentou.
Apesar do esforço, a Fórmula 1 optou por não substituir as etapas canceladas, encerrando qualquer possibilidade de retorno imediato de Adelaide ao calendário da categoria: “Mas eles decidiram cancelar essas corridas e não substituí-las”, concluiu Malinauskas.
Com isso, o calendário da Fórmula 1 permanecerá com a lacuna deixada pelas duas provas, enquanto a tentativa de trazer Adelaide de volta, ao menos por enquanto, ficou apenas no plano inicial.
