A crescente instabilidade no Oriente Médio tem gerado incertezas para a temporada 2026 da Fórmula 1. O conflito entre os Estados Unidos e o Irã, que já dura quatro dias, resultou em uma série de ataques, afetando diretamente países da região, incluindo Bahrein, Emirados Árabes Unidos e mais recentemente, a Arábia Saudita.
O GP do Bahrein, marcado para 12 de abril, está entre as corridas ameaçadas. A FIA, por meio de seu presidente Mohammed Ben Sulayem, afirmou que está acompanhando de perto a situação. Em uma carta aberta, Ben Sulayem destacou: “Estamos em contato com nossos clubes membros, promotores dos campeonatos, equipes e colegas no local, monitorando os acontecimentos de forma cuidadosa e responsável. A segurança e o bem-estar guiarão nossas decisões sobre os próximos eventos agendados”, se referindo tanto ao Campeonato Mundial de Endurance (WEC), que já teve a etapa do Catar adiada, quanto ao de Fórmula 1.
A Arábia Saudita também tem sido alvo de ataques iranianos, incluindo o incêndio em uma refinaria da Aramco, patrocinadora da Aston Martin. Relatórios confirmaram que a embaixada dos EUA em Riad também foi atingida pelos ataques. As autoridades britânicas emitiram alertas semelhantes aos dados para Bahrein e os Emirados, recomendando que seus cidadãos permaneçam em segurança, dado o aumento da atividade de mísseis e drones na região.

Enquanto isso, várias equipes de F1, incluindo Mercedes, McLaren e Pirelli, estão enfrentando dificuldades logísticas, com o fechamento do espaço aéreo no Oriente Médio. Isso afeta diretamente a logística para o GP da Arábia Saudita, agendado para 19 de abril, apenas uma semana após a corrida no Bahrein.
Com o cenário atual de violência e instabilidade, o futuro dos próximos GPs na região, incluindo o de Jeddah, está em grave risco.
