F1: Suzuka pode ser desafio de ultrapassagem para pilotos com novo regulamento

A próxima parada do calendário da temporada 2026 da Fórmula 1 é o GP do Japão. E em Suzuka, é esperado que a questão das baterias e gerenciamento de energia seja um ponto de atenção para pilotos e equipes.

Neste ano, a principal categoria implementou um novo regulamento que tem dado o que falar, especialmente entre os pilotos. Além de os motores dividirem 50/50 entre potência elétrica e combustão interna, ainda existem os boost e modo ultrapassagem, que dão sensação de mais ultrapassagens durante uma corrida.

Entretanto, com os artifícios, fãs e até mesmo os competidores estão apontando que as provas ficaram muito artificiais, chegando a parecer com Mario Kart. Tanto que Max Verstappen, um dos mais críticos, brincou dizendo que trocou seu simulador por um console de Nintendo Switch. Só que em Suzuka, uma ultrapassagem na sequência não será possível em um único ponto, dada a natureza do circuito.

“É difícil dizer, mas com o ponto de detecção de ultrapassagem na entrada da última curva, você receberá o impulso de ultrapassagem na reta de largada/chegada”, disse Dave Greenwood, diretor de corridas da Alpine, sobre a possibilidade de brigas frequentes no GP do Japão da F1.

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Foto: XPB Images

“Embora não seja tão poderoso quanto o DRS, ainda é eficaz. Se você conseguir fazer a ultrapassagem antes da Curva 1, será difícil para alguém dar o troco, porque você já entra nos Esses e não há outra reta logo em seguida”, completou.

Ainda, o circuito japonês tem seus pontos negativos, especialmente por conta da falta de downforce dos carros de 2026. Isso deve afetar consideravelmente o desempenho em um circuito considerado um dos grades desafios de alta velocidade da categoria.

“Com downforce reduzido nos carros, certamente veremos velocidades mais baixas nos ápices da sequência inicial de curvas, os S da curva 3 à 7, e os pilotos os farão em uma marcha mais baixa. No início do segundo setor, da primeira Degner até o grampo, os carros devem estar em uma faixa de desempenho muito mais semelhante à do ano passado”, falou Greenwood.