O início da temporada da Fórmula 1 tem sido marcado por críticas generalizadas devido ao chamado “super clipping”, um problema técnico que vem colocando a nova era da categoria sob pressão. As primeiras corridas evidenciaram diferenças significativas de velocidade, especialmente em pistas como Melbourne e Suzuka, onde o efeito foi mais acentuado.
No GP do Japão, a situação ganhou ainda mais atenção após o acidente de Oliver Bearman, da Haas, causado por um aumento repentino de velocidade ao se aproximar do Alpine de Franco Colapinto. Para o GP de Miami, o cenário pode voltar a se repetir. O circuito possui duas longas retas, incluindo a principal, que favorecem o super clipping.

A primeira é precedida por curvas de alta velocidade, limitando a recuperação de energia e podendo prejudicar o desempenho na seção do estádio, sobretudo no classificatório. Já na reta oposta, o efeito tende a ser menor graças ao setor intermediário mais lento, que permite maior regeneração de energia.
Além disso, o equilíbrio de forças no campeonato também está em debate. Durante a prova no Japão, Frédéric Vasseur afirmou que a Ferrari precisa se manter próxima da Mercedes e que Miami pode marcar uma virada na temporada. A visão foi compartilhada por Toto Wolff, que reconheceu possíveis mudanças à medida que equipes e pilotos evoluem no uso dos novos sistemas.
A expectativa agora gira em torno da reunião marcada para 9 de abril, quando possíveis ajustes devem ser discutidos para evitar quedas perigosas de velocidade em trechos de aceleração total.
