A Aston Martin ainda busca soluções para lidar com as vibrações enfrentadas por seus pilotos, um problema que, segundo a Honda, se intensifica quando sua unidade de potência é instalada no AMR26. Antes do início do fim de semana do GP do Japão, o chefe de engenharia de pista da equipe, Mike Krack, já havia afirmado que medidas seriam implementadas e testadas em Suzuka.
Após as atividades de sexta-feira, Lance Stroll avaliou a situação e indicou que os avanços ainda são limitados. “Ainda há trabalho a ser feito nesse aspecto”, afirmou o piloto, referindo-se às vibrações. Apesar das dificuldades, a Honda chegou ao Japão confiante de que havia conseguido resolver os problemas relacionados à vibração da bateria, permitindo ao menos completar a corrida. O objetivo foi alcançado, embora Stroll tenha abandonado a prova posteriormente devido a um problema de pressão de água.

Questionado depois do treino classificatório em Suzuka sobre o desempenho do carro e a possível relação com a redução da rotação do motor Honda, Stroll apontou múltiplos fatores. “Acho que é uma combinação da unidade de potência e do carro”, sugeriu. “Definitivamente, estamos perdendo muito tempo nas retas, mas não somos a fera mais eficiente nas curvas. Portanto, é uma combinação de fatores.”
O cenário ocorre em meio ao início de uma nova era regulatória na Fórmula 1, na qual a disputa por desenvolvimento visando 2026 promete ser intensa e imprevisível. Nesse contexto, Stroll revelou que a equipe já definiu um caminho a seguir, embora reconheça a incerteza quanto aos resultados.
“A gente tem um plano para os próximos meses, e o que isso trará em termos de tempo de volta, o tempo dirá”, explicou. Ele também destacou as limitações recentes para evoluir o carro: “Quer dizer, o progresso na F1 nunca é rápido o suficiente. Então, agora, não há progresso, porque fomos para a China e direto para o Japão, e não tivemos muito tempo para testar novidades no carro em termos de desenvolvimento.”
