A Fórmula 1 deu um passo importante rumo à temporada 2026 durante os testes realizados em Barcelona, e para Andrea Stella, chefe da McLaren, a principal conclusão é clara, as dúvidas sobre confiabilidade dos novos carros praticamente desapareceram. Segundo o dirigente, os dias de pista mostraram que as equipes estão mais preparadas do que muitos imaginavam para lidar com o novo regulamento técnico.
Os testes privados aconteceram entre 26 e 30 de janeiro e reuniram todas as equipes, com exceção da Williams. Era o primeiro contato mais intenso com a nova geração de carros da F1, que traz mudanças significativas em diversos sistemas. Antes do início das atividades, parte do paddock demonstrava cautela, especialmente lembrando dos problemas enfrentados na introdução das unidades de potência híbridas em 2014.
Stella afirmou que o cenário atual é bem diferente. “De forma geral, as equipes mostraram um alto nível de preparação para a estreia dessa nova geração de carros”, disse o chefe da equipe italiana em entrevista divulgada pela McLaren. Para ele, quem esperava dificuldades semelhantes às de doze anos atrás viu esses receios perderem força logo nos primeiros dias de atividade.
O dirigente destacou principalmente o desempenho das unidades de potência. De acordo com Stella, mesmo fabricantes que colocaram seus motores na pista pela primeira vez conseguiram acumular uma quilometragem relevante, algo que ajudou a reforçar a confiança no pacote técnico de 2026.

Isso não significa que os testes tenham sido livres de desafios. O chefe da McLaren reconheceu que houve contratempos, mas explicou que eles estiveram mais ligados à complexidade geral do carro do que a falhas graves de confiabilidade. “Os problemas que atrasaram o trabalho de pista, pelo menos no nosso caso, estavam principalmente relacionados à enorme complexidade do sistema do carro de 2026”, afirmou.
Stella fez questão de elogiar o esforço interno da equipe. Segundo ele, o time trabalhou intensamente, inclusive durante a noite, para recuperar o tempo perdido no começo dos testes. Esse cenário, de atividades avançando até altas horas, lembrou períodos anteriores da categoria, quando as pré-temporadas eram marcadas por longas jornadas nas garagens.
Ainda assim, o chefe da McLaren acredita que essa situação tende a se normalizar. Na visão dele, conforme as equipes ganharem mais entendimento sobre os novos carros, o trabalho ficará mais fluido. O panorama descrito por Stella sugere que a F1 pode iniciar 2026 com um nível de confiabilidade bem superior ao que muitos temiam, algo que pode favorecer disputas mais equilibradas desde o começo do campeonato.
