F1: Stella levanta preocupações de segurança com novos carros

Andrea Stella levantou o alerta sobre algumas preocupações sobre a segurança que tem para a temporada da Fórmula 1. O chefe da McLaren apontou que as equipes e a FIA devem trabalhar juntos para sanar todas as questões.

Durante a primeira semana de pré-temporada no Bahrein, um assuntou que começou a se tornar um ponto em comum entre os competidores foram as largadas. Isso porque com o novo regulamento, os inícios das provas deverão ser adaptados com os novos motores.

Agora com uma nova unidade de potência que divide metade de sua potência entre combustão interna e metade elétrica, os pilotos agora precisam manter o turbo acelerado por cerca de 10s, para a largada a fim de minimizar o atraso na resposta no momento da arrancada, mas ao mesmo tempo precisam evitar sobrecarregar a bateria.

E nos últimos dias, Oscar Piastri e Alexander Albon testaram largadas, mas não conseguiram sair do grid após o ‘apagar das luzes’. Isso levanta a possibilidade de que enquanto se acostumam com os novos processos, os competidores podem acabar colidindo com o carro da frente que não conseguiu partir.

E não apenas isso, o dirigente da equipe papaya também mostrou estar preocupado com as possibilidades de os carros reduzirem velocidade repentina nas retas, o que também pode provocar colisões.

“Há três elementos, em termos de corrida, que considero merecedores de bastante atenção. Um deles é a largada. Precisamos garantir que o procedimento de largada permita que todos os carros tenham a unidade de potência pronta para funcionar, porque o grid não é o lugar ideal para carros com largadas lentas”, falou.

Lando Norris (GBR) McLaren F1 Team MCL40 - turning vane detail.
Foto: XPB Images

“Isso é de maior interesse do que qualquer interesse competitivo, então acho que todas as equipes e a FIA devem agir com responsabilidade em relação ao que é necessário em termos de procedimentos de largada. Penso, por exemplo, na sincronização das luzes, no tempo antes das luzes, e elas precisam estar corretas para garantir que, antes de tudo, seja uma fase segura da corrida”, comentou.

“Também identifiquei as ultrapassagens como um ponto crítico, e o fato de que pode haver carros seguindo de perto, e o carro da frente pode querer reduzir a velocidade para ganhar terreno, e essa pode não ser uma situação ideal para seguir de perto. Isso poderia dar origem a situações [em que os carros decolam e giram 360 graus], como aconteceu com Mark Webber em Valência [2010] e Riccardo Patrese em Portugal [1992], e definitivamente não queremos mais ver isso na Fórmula 1”, seguiu.

“Portanto, acho que largadas, ultrapassagens e arrancadas são as três situações que precisamos observar com muita atenção na comunidade da Fórmula 1, independentemente de sermos competidores na pista”, encerrou.



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