A McLaren enfrentou um episódio histórico e triste no GP da China de Fórmula 1 em Xangai, com os dois carros da equipe sendo incapazes de largar, algo que não ocorria desde o GP dos Estados Unidos de 2005. Lando Norris teve um problema elétrico em sua unidade de potência e nem deixou a garagem, registrando o primeiro abandono de sua carreira, em sua 154ª participação na F1. Pouco antes da volta de apresentação, Oscar Piastri também foi retirado do grid com uma falha elétrica semelhante, mas sem relação direta com o problema no carro de Norris.
Apesar do revés, o chefe da McLaren, Andrea Stella, afirmou que a equipe conseguiu um avanço significativo na compreensão de como extrair desempenho da unidade de potência Mercedes, mesmo reconhecendo que estavam em desvantagem em relação à equipe de fábrica da Mercedes na Austrália.

“O aspecto mais prejudicial de não poder participar da corrida é a perda de pontos no campeonato”, disse Stella à imprensa. “Neste momento, a Mercedes parece estar em outra categoria, e estamos um pouco mais próximos da Ferrari, mas competimos com a ambição de buscar resultados importantes, e estamos apenas perdendo terreno”, afirmou.
Stella destacou que, além da frustração esportiva, a situação foi decepcionante para fãs e parceiros da equipe: “Cada volta é importante em 2026. Acho que estamos aprendendo rapidamente, e com o que aprendemos na Austrália e na corrida Sprint na China, estamos agora em uma boa posição para explorar melhor a unidade de potência. Definitivamente, mais dados teriam sido muito úteis, mas o que mais lamentamos é não ter conquistado pontos no campeonato”, concluiu o chefe da McLaren.
