F1: Stella defende adiamento de mudança nos motores atuais para 2028

A McLaren defendeu o adiamento de importantes mudanças nos regulamentos de motores da Fórmula 1 para 2028. O chefe da equipe, Andrea Stella, acredita que a categoria ainda pode corrigir problemas mais profundos nas unidades de potência, mas afirmou que o prazo atual para 2027 é curto demais para implementar alterações estruturais.

Na última temporada das unidades de potência anteriores, a divisão era próxima de 80% para o motor a combustão e 20% para a parte elétrica. A mudança planejada inicialmente buscava atrair novos fabricantes para a Fórmula 1, incluindo a entrada da Audi, o retorno da Honda e a parceria da Ford com a nova operação da Red Bull Powertrains-Ford.

Além disso, a General Motors também trabalha em uma unidade de potência própria para sua equipe, a Cadillac a partir de 2029. Até lá, a equipe vai continua a utilizar motores da Ferrari.

Segundo Stella, a Fórmula 1 ainda pode extrair mais desempenho do regulamento atual se fizer ajustes mais profundos na arquitetura das unidades de potência. O dirigente sugeriu aumentar a capacidade de recuperação de energia elétrica para níveis entre 400 kW e 450 kW, além de elevar o fluxo de combustível do motor a combustão: “Do ponto de vista de ajustes de hardware nas unidades de potência para melhorar a Fórmula 1 em geral, pessoalmente acho que eles são necessários. Isso passa realisticamente por aumentar o fluxo de combustível para elevar a potência do motor a combustão e recuperar mais energia do que se utiliza”, afirmou Stella.

F1 2025, Fórmula 1, GP da Itália, Monza
Foto: XPB Images

O dirigente explicou que os carros passam mais tempo utilizando energia elétrica do que recuperando carga das baterias, criando um desequilíbrio no sistema atual. Para ele, ampliar a capacidade de recuperação energética ajudaria a resolver esse problema, embora isso também exigisse baterias maiores: “Podemos passar de 350 kW para 400 kW ou 450 kW. Então acho que precisaríamos apenas de baterias maiores”, acrescentou o italiano.

Apesar de defender as mudanças, Stella reconheceu que o cronograma atual inviabiliza uma implementação já em 2027. Segundo ele, os fabricantes de unidades de potência precisariam de mais tempo para desenvolver novos componentes e adaptar a estrutura dos motores.

“Se penso nessas exigências do ponto de vista de hardware e observo a situação dos fabricantes, isso é difícil para 2027. O impacto no tamanho das baterias e no aumento do fluxo de combustível exige mais tempo do que o disponível atualmente. Eu pediria que essa conversa fosse concluída antes da pausa de verão para que haja tempo de fazer isso em 2028”, completou.