A McLaren inicia a temporada 2026 da Fórmula 1, com o objetivo de defender os títulos de pilotos e construtores conquistados em 2025, mas o chefe da equipe, Andrea Stella, reconhece que o carro ainda precisa de melhorias significativas. A equipe de Woking irá enfrentar o desafio das novas regulamentações técnicas, que podem afetar sua posição no topo da categoria.
Durante a semana de shakedown coletivo realizado em Barcelona, Lando Norris e Oscar Piastri tiveram seu primeiro contato com o novo MCL40. Stella fez uma avaliação inicial do desempenho do carro, destacando que o time precisará trabalhar mais na extração de desempenho da unidade de potência Mercedes e no uso da nova aerodinâmica ativa.
“Embora estes sejam apenas indícios preliminares, acredito que um dos pontos onde há grande potencial de evolução é na exploração da nova unidade de potência e nas opções disponíveis para o piloto”, afirmou Stella. “Também há muito a ser aproveitado em termos de gerenciamento da configuração aerodinâmica variável, principalmente com a alternância entre o modo de curvas e o modo de reta”.

Embora a equipe britânica ainda enfrente alguns problemas iniciais, Stella reforçou que isso é normal em um momento de desenvolvimento tão cedo, especialmente com as mudanças nas regulamentações: “É óbvio que essa geração de carros está em um estágio inicial de desenvolvimento. Quatro anos atrás, com a introdução dos carros de efeito solo, estávamos em uma situação diferente, pois a unidade de potência e os pneus eram basicamente os mesmos do ano anterior”, completou Stella.
A McLaren terá mais uma oportunidade de testar o MCL40 na próxima semana, no Bahrein, o que deve proporcionar mais dados e aprendizados antes da abertura da temporada com o GP da Austrália em 08 de março.
