F1: Stella aponta dois motivos para começo difícil da McLaren em 2026

A McLaren teve um início complicado na temporada 2026 da Fórmula 1, mas já identifica sinais positivos após as primeiras corridas. O chefe da equipe, Andrea Stella, explicou que dois fatores principais contribuíram para o começo difícil da defesa do título.

Depois das três primeiras corridas, a McLaren ocupa a terceira posição no campeonato de construtores com 46 pontos marcados. O principal resultado até agora foi o segundo lugar de Oscar Piastri no GP do Japão, que marcou o primeiro pódio da equipe na temporada.

Antes disso, a equipe enfrentou dificuldades significativas. Nos dois primeiros GPs do ano, a McLaren teve problemas nas largadas, com Piastri incapaz de iniciar as corridas na Austrália e na China. O atual campeão Lando Norris, também não conseguiu largar em Xangai, após ambos os carros sofrerem falhas elétricas na unidade de potência antes da largada.

Problemas de confiabilidade também afetaram a equipe, com o desempenho do MCL40 ficando abaixo dos concorrentes diretos no início da temporada. O carro demonstrou estar atrás do Mercedes W17 e da Ferrari SF-26, até que o pódio de Piastri no GP do Japão, representou um avanço. O australiano chegou a liderar com conforto em Suzuka, antes da entrada do safety car alterar o rumo da corrida.

Andrea Stella (ITA) McLaren Team Principal in the FIA Press Conference.
Foto: XPB Images

Stella explicou que a primeira causa do início complicado, foi o tempo necessário para extrair o máximo da unidade de potência da Mercedes HPP: “A primeira parte da temporada apresentou alguns desafios, essencialmente por duas razões. A primeira é que demorou mais do que o esperado para aprender como aproveitar todo o potencial oferecido pela unidade de potência”, afirmou.

O dirigente também destacou que problemas de confiabilidade impactaram diretamente o desempenho e o processo de aprendizado: “Sofremos vários problemas de confiabilidade nessa área, o que teve impacto significativo não apenas nos resultados, mas também no ritmo de aprendizado”.

Mais um fator apontado, foi a fase de desenvolvimento do carro, influenciada pela disputa pelo título até a última corrida de 2025 e por uma abordagem diferente de projeto: “Queríamos garantir que a especificação inicial do carro fosse uma plataforma saudável para desenvolvimento. Sabemos que ainda há um longo caminho com os novos regulamentos de 2026”, acrescentou.

Apesar das dificuldades iniciais, Stella destacou aspectos positivos. Segundo ele, a equipe demonstrou união diante dos desafios, além de evolução no desempenho: “Em Suzuka vimos os primeiros sinais de progresso com o segundo lugar de Oscar. Também notamos que a taxa de desenvolvimento do carro parece muito promissora”, completou.



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